Secretário de Trump critica OMS por surto de ebola no Congo: 'Demora'
Rubio fez a declaração ao ser questionado por jornalistas sobre a resposta dos EUA ao avanço da doença
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por, segundo ele, ter demorado a identificar o surto de ebola na República Democrática do Congo.
Rubio fez a declaração nesta terça-feira, ao ser questionado por jornalistas sobre a resposta dos EUA ao avanço da doença. "A Organização Mundial da Saúde demorou um pouco para identificar isso, infelizmente", disse.
Secretário afirmou que a liderança da resposta deve ficar com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA e com a própria OMS. Ele não detalhou quais medidas o governo americano pretende adotar diante do surto.
OMS informou que avalia o uso de vacinas candidatas e tratamentos já disponíveis para tentar conter a epidemia. Segundo o órgão, um grupo consultivo técnico se reuniria ainda hoje para formular novas recomendações sobre imunizantes e terapias experimentais.
Surto é associado à cepa Bundibugyo, que não era registrada havia 14 anos. De acordo com as informações divulgadas, a doença já está ligada a 131 mortes e avança pelo leste do país, com novos focos.
Autoridades também relataram a infecção de um médico norte-americano. A maior parte dos casos está concentrada na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, na fronteira com Uganda.
O governo Donald Trump decidiu retirar os EUA da OMS após voltar ao poder, em 20 de janeiro. A saída ocorreu em meio a críticas do presidente ao organismo da ONU e a disputas sobre regras internacionais de saúde.
Em julho de 2025, Rubio e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy, anunciaram que os EUA rejeitariam mudanças acordadas em 2024 para combater pandemias. Em comunicado, eles disseram que as emendas representavam risco de interferência no direito do país de definir sua política de saúde.
Na ocasião, os dois também afirmaram que não aceitariam políticas internacionais que, na avaliação do governo, afetassem liberdades de americanos. Eles ainda citaram preocupação com a influência política sobre a OMS durante surtos.
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