“Sensor de estresse” identifica falta de água na irrigação do café
Tecnologia identifica falta de água antes da queda na umidade do solo e ajuda produtores a evitar desperdícios na lavoura do grão
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Sensores capazes de identificar sinais de “estresse” hídrico nas plantas, estações climatológicas e equipamentos que monitoram a velocidade do vento estão entre as novidades aplicadas à irrigação do café.
Os sistemas conseguem apontar quando a lavoura começa a sentir necessidade de água antes mesmo de os equipamentos instalados no solo detectarem redução da umidade. Segundo o engenheiro agrônomo da Hydra Irrigações, Elídio Torezani, a tecnologia trouxe mais precisão ao manejo da safra e contribui para o uso eficiente da água.
“Hoje, a irrigação deixou de ser baseada só na umidade do solo. Os sensores conseguem identificar os primeiros sinais de estresse da planta e informar ao sistema o momento exato de iniciar a irrigação. Isso garante mais eficiência no uso da água”, explica.
As estações climatológicas também auxiliam no monitoramento de fatores como temperatura, umidade do ar e velocidade do vento, condições que influenciam diretamente o consumo hídrico do cafezal, de acordo com ele.
“A tecnologia permite decisões mais precisas e reduz desperdícios, principalmente de seca”.
Torezani diz que esses equipamentos são conhecidos no setor agrícola como sensores de estresse hídrico vegetal ou sensores fisiológicos de planta. Dependendo da funcionalidade aplicada, existem diferentes modelos utilizados no monitoramento das lavouras.
Entre eles estão os sensores de temperatura da folha, também chamados de termistores, que identificam alterações térmicas causadas pela redução da transpiração da planta em períodos de déficit hídrico. Há ainda os dendrômetros, responsáveis por medir as microvariações no diâmetro do tronco, caules e frutos, apontando sinais de estresse a partir das contrações ao longo do dia.
Outra tecnologia são sensores vestíveis nas folhas, desenvolvidos para monitorar a perda de água em tempo real e permitir respostas rápidas no manejo da irrigação. Já os sensores de fluxo de seiva acompanham a circulação interna de água na planta.
Quando há redução no fluxo, o sistema identifica sinais de estresse hídrico e auxilia no controle mais eficiente da irrigação.
Tecnologias na irrigação
Sensores de estresse hídrico vegetal
São equipamentos capazes de identificar os primeiros sinais de falta de água na planta antes mesmo de o solo apresentar baixa umidade. O monitoramento ocorre a partir das respostas fisiológicas do cafezal, permitindo irrigação mais precisa e preventiva.
Sensores de temperatura da folha
São Termistores. Monitoram a temperatura das folhas. Quando a planta sofre com déficit hídrico, reduz a transpiração, e a folha aquece. O sistema identifica essa alteração e pode acionar a irrigação antes que o estresse avance.
Dendrômetros
Equipamentos instalados no tronco, caule ou frutos para medir microvariações de diâmetro ao longo do dia. As contrações da planta indicam perda de água e ajudam a detectar situações de estresse hídrico.
Sensores vestíveis na folha
Tecnologia flexível aplicada diretamente nas folhas para acompanhar a perda de água em tempo real. O monitoramento contínuo permite respostas rápidas e maior precisão no manejo da irrigação.
Sensores de fluxo de seiva
Avaliam a circulação de água no interior da planta por meio da seiva. A redução no fluxo sinaliza possíveis dificuldades hídricas e auxilia no controle mais eficiente da irrigação.
Estações climatológicas
Monitoram fatores como temperatura, umidade do ar, radiação solar e velocidade do vento. As informações ajudam a calcular a necessidade hídrica da lavoura com mais precisão.
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