Produção de frutas cresce 871%, com perspectiva de melhor qualidade e quantidade
Crescimento chega a 871%, e a perspectiva é de melhora contínua na quantidade, qualidade e exportações de itens como mamão e abacate
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A produção de frutas no Espírito Santo tem crescido continuamente. Mamão — no qual o Estado é líder —, banana e cacau seguem fortes, mas é o abacate que desponta como a grande surpresa do campo: a produção da fruta cresceu 871% em uma década.
E a tendência é de ampliar produção ainda mais, aumentando as exportações, inclusive para o exterior. É o que reforça Carlos Eiras, presidente da Câmara de Comércio Brasil China no Espírito Santo.
Ele citou morango, abacaxi, banana, cacau e mamão entre as frutas em “pleno crescimento” de demanda do mercado internacional.
No todo, a perspectiva para a fruticultura capixaba é positiva, confirma o Subsecretario do Estado de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch. Para ele, o setor deve seguir crescendo com foco em diversificação e criação de renda, em um cenário que lhe favorece: aumento do interesse da população por alimentação saudável.
Ele informa que o Estado teve um crescimento superior a 140% no faturamento, entre 2020 e 2024, dados mais recentes disponíveis, saltando de R$ 1,5 bilhões para 3,6 bilhões em 2024: “As frutas que mais geraram esse volume foram banana, mamão, cacau — que tem valor agregado —, morango e coco também.”
A banana, líder em faturamento, apresentou crescimento consistente. A produção aumentou 44,8%, e a área plantada avançou 29,6%. Segundo Michel, a diferença entre os índices indica ganho de produtividade. “Em menos área, estamos produzindo mais”, pontua.
Mas é o abacate que vem chamando atenção no campo capixaba. Beneficiada pelo clima tropical do Estado, a fruta ganhou espaço entre produtores e ampliou fortemente o volume produzido ao longo da última década. “É um crescimento muito expressivo de uma fruta que vem ganhando força e que tem potencial, inclusive, para exportação”, disse o subsecretário.
Nos próximos anos, o cenário é positivo. Segundo Michel, um dos fatores que favorecem o crescimento é a possibilidade de aproveitar a estrutura logística e comercial já consolidada por produtos exportados pelo Espírito Santo, como café e mamão.
Outro ponto considerado estratégico é a inclusão do abacate no acordo entre Mercosul e União Europeia. Com isso, a tarifa de exportação da fruta deverá cair de 4% para zero em quatro anos.
O técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado (Senar-ES), Renato Morozini, reforça que o abacate capixaba tem o potencial de virar uma potência.
Toneladas de mamão à vista
Produtor e empresário, Rodrigo Martins tem expectativa positiva para a colheita de mamão deste ano: pelo menos 50 mil toneladas.
“Esse é um número bom para a colheita de mamão. O Estado continua sendo o número um em exportações e esperamos que, com a chegada do porto, possamos até aumentar o volume de exportações”.
Criada em 2005, sua empresa, a UGPB está entre as três maiores exportadoras de mamão no país, sendo localizada em Linhares com uma filial em outro Estado. No ano passado, vendeu mais de R$ 200 milhões só com a produção e venda da papaia.
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