Futebol e até sumô de robôs desenvolvido por alunos na Serra
Estudantes se divertiram e mostraram na prática o que aprenderam durante o II Torneio e Mostra Tecnológica de Robótica
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Estudantes do ensino médio, técnico e superior de diferentes regiões do Estado se reuniram no campus do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), na Serra, para competições repletas de tecnologia e inovação.
Durante dois dias, o II Torneio e Mostra Tecnológica de Robótica promoveu disputas envolvendo percursos, partidas de futebol e até lutas de sumô entre robôs produzidos por alunos de várias instituições de ensino.
“Um dos principais objetivos é elevar o pensamento computacional aos estudantes desde cedo”, explica Richard Junior Manuel Godinez, coordenador do torneio e professor de Automação do Ifes, campus Serra.
Segundo o professor, a tecnologia aplicada nos robôs criados pelos alunos é a base para projetos de maior impacto no futuro.
“Os robôs de seguidor de linha, por exemplo, são desenvolvidos para usar sensores, identificar linhas e seguir caminhos. E essas tecnologias podem ser usadas pelos estudantes para criar, por exemplo, robôs de resgate”, destacou o coordenador.
Neste ano, a principal novidade foi a disputa de futebol. Durante a competição, realizada ontem, robôs criados pelas equipes precisaram levar uma pequena bola até o gol, de forma similar ao que acontece nas partidas entre humanos.
Já no sumô, o objetivo era empurrar o robô adversário para fora de uma arena circular, em um desafio de força e velocidade.
O primeiro lugar da categoria ficou com a dupla Pedro Henrique da Conceição Pires, de 20 anos, e Murilo Thomes, de 22.
Alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica do Ifes de São Mateus, respectivamente, eles afirmam que apostaram na velocidade para surpreender os outros competidores.
“Por ser o nosso primeiro robô na categoria de sumô, buscamos incluir elementos ligados ao combate, incluindo a velocidade. Fazendo alguns testes, conseguimos arrastar dois quilos com esse robozinho e nossa meta é aumentar ainda mais essa marca”, explica Pedro Henrique.
Para Murilo, o evento foi uma oportunidade de mostrar o lado divertido dos estudos envolvendo robótica. “Faz com que as pessoas vejam que não é só trabalho. Dá para aprender e se divertir ao mesmo tempo”, completa o estudante.
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