Capixaba em Academia literária da França
Com mais de 30 anos dedicados à educação, autora integra agora o seleto grupo chamado de “Acadêmicos Internacionais Imortais”
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A linguista, professora e escritora Francisca Mota, de 58 anos, levou à Europa suas obras literárias e a atuação no teatro desenvolvida no Estado. Com mais de três décadas dedicadas à cultura e à educação, a capixaba de Alfredo Chaves passou a integrar a Académie de Luminescence Française.
A instituição reúne escritores e artistas reconhecidos como “Acadêmicos Internacionais Imortais”. A cerimônia de posse ocorreu no castelo Château d’Ermenonville, em Paris, no dia 14 de março. No mesmo mês, a professora participou de eventos na Inglaterra e na Suíça.
“Esse reconhecimento valoriza o trabalho que venho desenvolvendo ao longo dos anos, com dedicação à literatura, ao teatro e à educação, e reforça a importância da cultura capixaba no cenário internacional. É uma conquista que também representa todos aqueles que acreditam na arte como instrumento de transformação e preservação da nossa identidade cultural”, afirmou.
Durante a agenda internacional, a autora apresentou suas obras no Royal Writers of the Year, em Londres, onde recebeu homenagem da instituição Royal Writers. Na ocasião, participou do lançamento de antologias com seu textos: “Às Margens do Rio Sena”, “A Beleza de Ser Brasil” e “Literatura para Todos”.
“A participação nesses eventos internacionais amplia a visibilidade do trabalho que desenvolvo e fortalece o intercâmbio cultural, mostrando que a produção capixaba tem espaço e reconhecimento fora do País”, destacou.
A trajetória dialoga com o trabalho desenvolvido no Instituto Dinâmico, fundado por ela, onde promove projetos voltados à leitura, à escrita, ao teatro e à formação cultural de estudantes. Idealizada por ela, a Mostra de Teatro Infantojuvenil chega à 13ª edição e se consolida como espaço de formação e difusão cultural no município.
Ela também é autora de dois volumes do livro “Paixão pela Arte Teatral”, que reúne 35 peças encenadas por crianças e jovens, com foco na formação artística e educacional. Doutora em Linguística pela PUC-SP, atua como professora de redação, pesquisadora e formadora de docentes por meio do projeto “Teatro no Contexto Escolar”.
Francisca Mota linguista, professora e escritora
“Ampliando a visibilidade capixaba”
A Tribuna — Como a senhora recebeu o convite para integrar a academia na França?
Francisca Mota — Recebi com surpresa e emoção. É um reconhecimento que chega após muitos anos de dedicação à literatura, ao teatro e à educação.
O que esse título representa para a sua trajetória acadêmica e como escritora?
Representa a valorização de um trabalho construído com persistência. Também amplia a visibilidade da produção cultural capixaba fora do País.
Como foi a experiência durante a agenda internacional?
Foi intensa e enriquecedora. Tive a oportunidade de apresentar minhas obras, trocar experiências com outros autores e conhecer diferentes contextos culturais.
Na sua opinião, de que forma o teatro contribui para a formação dos jovens?
O teatro desenvolve expressão, autonomia e senso crítico. Fundamos o Instituto Dinâmico há cerca de 30 anos, e, ao longo desse período, já formamos aproximadamente 5 mil alunos. Trata-se de um trabalho contínuo de incentivo à criatividade e à formação humana.
Quais são os próximos projetos após esse reconhecimento internacional?
Pretendo ampliar as ações do Instituto Dinâmico, fortalecer a Mostra de Teatro Infantojuvenil e seguir produzindo novas obras voltadas à educação e à cultura.
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