Alexandre Martins Filho: relembre como foi o crime que marcou o Espírito Santo
Juiz atuou na Missão Especial de combate ao Crime Organizado e foi assassinado em março de 2003
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A condenação do juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira a 24 anos de prisão trouxe novamente à memória um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Espírito Santo: o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho. O magistrado foi morto na manhã de 24 de março de 2003, quando chegava a uma academia no bairro Itapuã, em Vila Velha.
Alexandre Martins atuava na Missão Especial de Combate ao Crime Organizado e, segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo, a morte dele foi resultado de um crime de mando. O caso ganhou repercussão justamente pelo perfil do magistrado e pela atuação dele em uma frente sensível de enfrentamento ao crime organizado no Estado.
Mais de duas décadas depois, o julgamento de Antônio Leopoldo encerrou a etapa de responsabilização dos acusados apontados no processo. Dos 10 denunciados pelo assassinato, oito já haviam sido condenados e apenas Cláudio Luiz Andrade Batista, o Calu, foi absolvido.
Antônio Leopoldo é o nono condenado.
Após a decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, também foi determinada a prisão imediata de Leopoldo, além da perda da função pública e da cassação da aposentadoria.
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