"Lição para a sociedade inteira', diz pai de juiz Alexandre Martins
Durante a sua fala, o pai de Alexandre Martins também afirmou que foi "uma bela resposta do Estado"
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Após o julgamento que condenou o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira a 24 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato do magistrado Alexandre Martins de Castro Filho, após 23 anos do crime, o pai da vítima expressou seu contentamento com a decisão.
"Ninguém gosta de perder um filho, mas eu me orgulho de ter tido o filho que tive. E tenho a certeza que essa decisão vai ser uma lição para a sociedade inteira e a sociedade vai ver que vale a pena confiar no Estado, porque o Estado pode demorar, mas ele resolve. A justiça pode tardar, mas ela vem", disse Alexandre após o julgamento.
Durante a sua fala, Alexandre também afirmou que foi "uma bela resposta do Estado" os 24 anos de pena que foi dado ao juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira. "É evidente que ele não vai cumprir esses 24 anos, porque tem progressão de regime, uma série de fatores, mas a pena base de 24 anos é uma bela resposta que o Estado dá para isso", afirmou.
Apesar de elogiar a "resposta do Estado", Alexandre também cobrou uma resposta mais rápida da justiça em casos dessa magnitude. "Eu acho que num caso desse, deveria ser mais rápido. Teve uma juíza lá em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que foi assassinada e três anos depois já estava resolvido, e eu esperei 23 anos. A justiça não pode demorar tanto assim, não pode. Não pode", disse.
Alexandre também agradeceu a imprensa por todo o apoio que foi dado e por não terem deixado esse caso cair no esquecimento.
Alexandre usava terno que foi do filho
Durante o julgamento, a vestimenta do pai de Alexandre chamou atenção. Ele disse estar usando um terno que era do filho e que esta era uma forma de fazer com que ele também estivesse presente no julgamento.
Acusado não compareceu ao julgamento
O juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira não compareceu ao julgamento que o condenou a 24 anos de reclusão. Para o pai de Alexandre, essa foi mais uma demonstração de como Antônio sempre fugiu da justiça.
"Eu achei que ele, esse tempo todo, fugiu do julgamento, e hoje ele não vir é apenas uma demonstração do que ele sempre fez durante esse tempo todo, fugiu. Ele sabia que ia ser preso, bom, vai ser preso, daqui a pouco ele vai ser preso", disse Alexandre.
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