Justiça determina prisão de ex-juiz condenado pela morte de Alexandre Martins
Ministério Público do Espírito Santo requereu a decretação imediata da prisão imediata, diante da gravidade dos fatos apresentados
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O Tribunal de Justiça do Espírito Santo condenou, na tarde desta quinta-feira (13), o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira a 24 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato do magistrado Alexandre Martins, após 23 anos do crime, e representou pela prisão imediata.
Após a votação do relator do caso, desembargador Fábio Brasil Nery, e dos desembargores que compõem o Tribunal do Pleno, que foi unânime, o Ministério Público do Espírito Santo requereu a decretação imediata da prisão imediata, diante da gravidade dos fatos apresentados.
O MPES destacou como justificativa da solicitação da prisão imediata, a necessidade de igualdade do réu com os demais coautores já condenados. No entanto, apesar da unanimidade na condenação do réu, quatro desembargadores votaram contra a prisão imediata e 12 a favor do requerimento.
Além da condenação, foi determinada a perda do cargo e a cassação da aposentadoria compulsório do, agora, ex-juiz Antônio Leopoldo Teixeira. Em um julgamento anterior, havia sido determinada a aposentadoria do réu como uma pena.
O chefe da Procuradoria de Justiça Criminal do MPES, Socrátes de Souza, afirmou estar feliz e satisfeito com o resultado obtido durante o julgamento e que a pena de 24 anos "retrata exatamente o anseio do Ministério Público".
"Eu acho que é um sentimento de dever cumprido, não só para a vítima, mas para o ideal do Ministério Público e uma resposta à sociedade e principalmente àqueles que se dizem donos do direito, que podem fazer tudo o que querem, que um dia a justiça os alcança", afirmou Socrátes.
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