Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

TRIBUNA LIVRE

Transplante salva vidas

Um “sim” pode transformar o luto em esperança: doação de órgãos salva vidas, reduz filas do SUS e devolve qualidade de vida a milhares de brasileiros

PRISCILA ÁVILA | 03/03/2026, 13:00 h | Atualizado em 03/03/2026, 13:00
Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

          Imagem ilustrativa da imagem Transplante salva vidas
PRISCILA ÁVILA é cirurgiã do aparelho digestivo e do transplante da Rede Meridional |  Foto: Divulgação

Segunda-feira, quinta, domingo, feriado, manhã, madrugada, Natal, qualquer dia, qualquer hora. O que era para ser um dia comum na rotina de trabalho fica marcado com uma palavra de apenas três letras: Sim. Sim para a doação de órgãos.

Com ela, tudo muda. Não muda apenas nosso dia, nossas rotinas, nossas esperanças. Muda a história de uma perda, pois a doação de órgãos dá acalento a quem sofre a perda de um ente querido. Traz paz no momento de dor. Traz força, respostas e conforto.

Do outro lado, uma mãe continuará convivendo com seus filhos, uma avó verá seus netos crescerem, um marido continuará a ter o aconchego de sua esposa. Serão vidas continuadas pelo gesto transcendente da doação de órgãos.

O transplante de órgãos é considerado uma das maiores conquistas da Medicina moderna. A humanidade ultrapassou, ao longo de séculos, todos os percalços biológicos, imunológicos e tecnológicos para fazer o transplante de órgãos dar certo, de muitas tentativas por séculos.

Muito além de uma intervenção cirúrgica, o transplante representa uma oportunidade real de vida para os que enfrentam doenças graves e progressivas em órgãos vitais como rins, fígado, coração, pâncreas, intestinos, pulmões e córneas.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) coordena o maior programa público de transplantes do mundo, responsável por aproximadamente 85% a 90% dos procedimentos realizados no País. Em 2024, o Brasil chegou a mais de 30 mil transplantes de órgãos e tecidos, estabelecendo um novo recorde histórico.

Apesar desse avanço significativo, ainda há um grande desafio: muitas pessoas aguardam por um órgão que pode salvar suas vidas. Dados recentes indicam que cerca de 78 mil brasileiros ainda estão na fila de espera por um transplante, sendo o rim o órgão com maior demanda (com mais de 40 mil pacientes na lista), seguido por córnea, fígado e coração.

A fila de espera não é apenas um número. Ela representa pessoas reais e famílias que convivem diariamente com incertezas, limitações físicas, longos tratamentos e, muitas vezes, a necessidade de internações e cuidados intensivos. Em alguns casos, infelizmente, pacientes morrem aguardando um órgão compatível, que é um reflexo direto da carência de doadores.

O benefício do transplante vai muito além da sobrevivência imediata. Pacientes que recebem órgãos compatíveis têm, em geral, melhora significativa da qualidade de vida. Por exemplo, o transplante renal pode libertar uma pessoa da dependência de diálise, devolvendo autonomia e energia para atividades cotidianas. E muitos transplantes de córneas proporcionam a recuperação parcial ou total da visão.

A doação de órgãos é reflexo do quanto melhor podemos ser enquanto sociedade: ser protagonista de uma história de esperança — informação e diálogo são os primeiros passos para que mais vidas sejam preservadas.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Tribuna Livre

Tribuna Livre, por Leitores do Jornal A Tribuna

ACESSAR Mais sobre o autor
Tribuna Livre

Tribuna Livre,por Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre

Leitores do Jornal A Tribuna

Tribuna Livre