A abertura do ano na Ales e o respeito entre Poderes
Sessão de abertura na Assembleia Legislativa do Espírito Santo reforça harmonia entre Poderes e defesa da democracia no Estado
Leitores do Jornal A Tribuna
Siga o Tribuna Online no Google
A sessão solene que marcou a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), na última segunda-feira (02), foi uma exaltação do Estado Democrático de Direito. O que se viu no Plenário Dirceu Cardoso foi uma celebração do princípio da independência e harmonia entre os Poderes, expresso em nossa Lei Maior – a nossa Constituição. A ordem do dia foi a defesa categórica da democracia brasileira.
Estavam reunidos os chefes dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), do Ministério Público do ES, do Tribunal de Contas do ES e da Defensoria Pública do ES, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), o procurador da República no Espírito Santo, a presidente da OAB-ES, além do vice-governador, Ricardo Ferraço, parlamentares, prefeitos, secretários de Estado e representantes da iniciativa privada e da sociedade civil organizada.
Anfitrião, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos, destacou em seu discurso que foi com diálogo que o Espírito Santo se reconstruiu, após um período de desorganização, desconfiança e desesperança.
Primeira mulher a presidir o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a desembargadora Janete Vargas Simões salientou que a sessão solene de abertura do ano legislativo transcende o rito constitucional e se projeta como afirmação do compromisso republicano com a democracia.
O governador Renato Casagrande ressaltou “a capacidade de conviver” como o segredo do nosso Estado, fruto do pensamento de que o Espírito Santo vem em primeiro lugar. O governador destacou que, com a harmonia entre os Poderes, nosso Estado segue chegando na frente, e reforçou o que guia o ES: diálogo, união e responsabilidade. Casagrande frisou, ainda, que o momento é de fazer uma “força contrária” ao excesso de arrogância, prepotência e violência advindas de alguns representantes de instituições no Brasil e no mundo.
Em que pese as divergências naturais da democracia, os Poderes no Espírito Santo deram, mais uma vez, um exemplo de civilidade em 2025, que contrasta com o desequilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário no plano nacional. As disputam inócuas deixam o Brasil de joelhos diante dos enormes desafios que temos.
Um cenário de estabilidade institucional atrai olhos e investimentos. É a previsibilidade, tão cobiçada por investidores. Nós, capixabas, devemos nos orgulhar disso, porque nem sempre foi assim. Recuperamos o prestígio das nossas instituições, em um esforço conjunto que envolveu classe política, gestores públicos, organizações da sociedade civil e a população.
Que em 2026 sigamos sendo luz para iluminar os caminhos do País!
MATÉRIAS RELACIONADAS:
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Tribuna Livre,por Leitores do Jornal A Tribuna