O silêncio que ensina mais do que a resposta imediata
Entre impulsos e palavras, a maturidade revela o silêncio como escolha consciente e caminho para preservar a paz
Iza Medonça
Izah Mendonça é jornalista, e apresentadora do programa Eu e Elas, o único do Estado voltado para o público feminino. Autora do livro Lisboa com Afeto, é também colunista, podcaster e empresária. Com 24 anos de carreira, atua dando voz as mulheres, fortalecendo histórias reais, o empreendedorismo, e a comunicação. É idealizadora do projeto 50tei e agora.
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Aprendi com a maturidade que o silêncio também é uma forma de resposta. Talvez das mais difíceis. Vivemos em uma era que exige posicionamento instantâneo, opinião imediata, reação rápida. Mas a vida, essa professora exigente, me mostrou que nem tudo precisa ser dito na hora em que é sentido.
Já me vi muitas vezes no auge da raiva, da frustração ou da decepção, com as palavras prontas na ponta da língua. E, quase sempre, quando falei nesse estado, me arrependi. Não porque o sentimento fosse inválido, mas porque a forma como ele saiu não representava quem eu sou. Palavras ditas no calor da emoção não voltam. E o estrago, às vezes, é maior do que o alívio momentâneo de “ter falado”.
Com o passar dos anos, fui entendendo que o silêncio é ouro. Ele não é omissão, nem fraqueza. É escolha. É maturidade emocional. É respeito por mim e pelo outro. Quando me calo, eu me escuto. Quando espero, organizo o pensamento, deixo a poeira baixar e permito que a razão encontre o caminho da emoção.
Nem sempre o silêncio significa concordar. Muitas vezes, ele significa não alimentar conflitos desnecessários, não responder a provocações que não merecem espaço, não entrar em batalhas que só drenam energia. Aprendi que há discussões que não precisam de vencedor, precisam apenas de tempo.
Esperar também é um gesto de amor-próprio. É dizer: “vou falar quando eu estiver inteira, não ferida”. E, curiosamente, muitas respostas que pareciam urgentes perdem completamente o sentido depois de algumas horas ou dias. O silêncio ensina isso: nem toda reação precisa virar ação.
Hoje, opto por esperar. Espero para responder mensagens difíceis, para tomar decisões importantes, para colocar palavras onde antes eu colocaria impulsos. E, quase sempre, essa espera me poupa arrependimentos e me aproxima daquilo que realmente importa: a paz.
O silêncio não é ausência. Ele é presença consciente. E, para mim, tem sido um dos aprendizados mais valiosos da maturidade.
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PÁGINA DO AUTOREu e elas
Esta coluna é um espaço dedicado a histórias que inspiram mulheres a serem protagonistas de suas vidas. Izah aborda empreendedorismo, comportamento, saúde, bem-estar e causas sociais, valorizando trajetórias reais, conexões e informação com propósito.