O fim da burocracia bancária começa no código
Contratos inteligentes avançam nos bancos, reduzem custos e prometem transformar crédito, garantias e operações financeiras no Brasil e no mundo
Tasso Lugon
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.
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A automação de processos no setor bancário não é novidade. Há décadas, instituições financeiras investem em sistemas digitais para reduzir custos, ganhar eficiência e aumentar a segurança das operações. Nos últimos anos, porém, uma tecnologia específica passou a chamar atenção por ir além da simples digitalização: os smart contracts, ou contratos inteligentes.
Trata-se de programas de computador que executam automaticamente cláusulas previamente definidas quando determinadas condições são atendidas. Diferentemente dos contratos tradicionais, que dependem de interpretação humana e de longos trâmites jurídicos para serem executados, os smart contracts funcionam de forma automática, transparente e verificável.
Esses contratos operam sobre redes blockchain, que garantem registro imutável, rastreabilidade e maior confiança entre as partes envolvidas. Uma vez registrados, não podem ser alterados sem consenso, o que reduz disputas e falhas operacionais. No setor bancário, isso abre espaço para transformar desde transferências e garantias até operações mais complexas de crédito e comércio exterior.
O mercado global de smart contracts cresce rapidamente. Segundo a Fortune Business Insights, o setor foi avaliado em US$ 2,14 bilhões em 2024 e pode ultrapassar US$ 12 bilhões até 2032. Bancos e serviços financeiros lideram essa adoção, impulsionados pela busca por eficiência, segurança e redução de intermediários.
No Brasil, algumas instituições já testam aplicações práticas. O Santander utiliza contratos inteligentes para agilizar transferências de titularidade de veículos. O Itaú emprega smart contracts na gestão de garantias de derivativos, aumentando transparência e rastreabilidade. Já o BNDES explora o uso de blockchain para acompanhar projetos financiados com recursos públicos.
Os benefícios são claros. Smart contracts reduzem custos operacionais, minimizam erros humanos e aceleram processos. Na concessão de crédito, por exemplo, a liberação de recursos pode ocorrer automaticamente após o cumprimento de critérios regulatórios e de risco. Em operações de comércio exterior, pagamentos podem ser liberados assim que a entrega da mercadoria for comprovada digitalmente.
Apesar do potencial, os desafios ainda são relevantes. Questões regulatórias, integração com sistemas legados e a escassez de profissionais especializados limitam a adoção em larga escala. Ainda assim, a tendência é de avanço, impulsionada pela tokenização de ativos e pelo amadurecimento do arcabouço regulatório.
Para os bancos, dominar smart contracts deixa de ser experimento tecnológico e passa a ser uma capacidade estratégica. Quem avançar nessa agenda poderá oferecer serviços mais rápidos, seguros e eficientes em um mercado cada vez mais digital.
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