RJ reforça policiamento do Carnaval por preocupação na dispersão de desfiles
Polícia Militar diz que dez roubos foram registrados em delegacias durante os ensaios deste ano
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A dispersão do público na saída de blocos e desfiles das escolas de samba é a preocupação da cúpula de segurança do Rio de Janeiro para o Carnaval, por episódios de roubos e furtos no fim dos eventos.
Componentes de escolas de samba que participaram dos ensaios técnicos, ao longo de janeiro e fevereiro, relataram grupos de suspeitos assaltando, a pé e de bicicleta, no entorno da praça da Apoteose, o fim da pista de desfiles.
A Polícia Militar diz que dez roubos foram registrados em delegacias durante os ensaios deste ano, e 12 ocorrências nos ensaios do ano passado.
O governador do Rio Cláudio Castro (PL) afirmou que episódios no primeiro dia de Carnaval em 2025 forçaram correções no planejamento da polícia.
"No primeiro dia [de Carnaval] do ano passado sofremos com as dispersões, por conta daqueles que vão provocar assalto, bagunça, e aproveitam muita gente para cometer furto. No segundo dia corrigimos e foi um sucesso. Neste ano, já entramos com essa curva de aprendizado", afirmou Castro.
"O Rio aproveitou essa curva de aprendizado para criar protocolos rígidos, perenes. A gente já não fica mais de um ano para o outro mudando o esquema de segurança, criando novidades", disse o governador.
O reforço policial na dispersão também tenta impedir tumultos por aglomeração. Neste domingo (8), em São Paulo, houve grande confusão com o encontro dos megablocos Acadêmicos do Baixo Augusta e do DJ Calvin Harris na rua da Consolação, na região central.
"A demora na dispersão dos grandes blocos tem um tratamento especial da PM. Aumentamos o turno de policiais para garantir que, mesmo após um megabloco, as pessoas possam se divertir no trajeto dos locais do evento até o transporte", disse o secretário de Segurança Pública do Rio, Victor dos Santos.
O governo afirmou que 26 mil agentes de segurança serão destacados para o carnaval, conta que inclui policiais civis e militares e bombeiros -12.500 deles são PMs. Equipes especializadas em violência contra a mulher farão ronda.
Vão circular 385 viaturas com câmeras embarcadas. Câmeras com reconhecimento facial instaladas nas ruas também terão imagens usadas, com o bjetivo de localizar casos em flagrante e pessoas com mandado de prisão em aberto. Drones operados por policiais vão filmar o público dos blocos para monitorar possíveis tumultos.
Metrô e trens terão circulação 24 horas durante o Carnaval.
O esquema operacional da segurança, já em vigor no pré-Carnaval, repete outros grandes eventos, como o Réveillon de Copacabana. No circuito de megablocos, que acontece na rua Primeiro de Março, as ruas de acesso são fechadas com 21 pontos de revista obrigatória, que buscam apreender objetos cortantes e garrafas de vidro.
Dos dez megablocos, cinco já desfilaram no pré-Carnaval. Cordão da Bola Preta (14), Cordão do Boitatá (15), Fervo da Ludmilla (17), Bloco da Anitta (21) e Monobloco (22) passarão pelo circuito, batizado com o nome da cantora Preta Gil.
A pasta de Turismo do governo estadual prevê movimentação de 536 mil pessoas na rodoviária do Rio durante os dias de folia. A ocupação hoteleira neste pré-Carnaval está em 83%, e as maiores buscas são por hospedagem no Centro, Glória e Botafogo.
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