Redução de custos com reaproveitamento de palha de café na produção de adubo
Uma tonelada do composto feito com palha de café e esterco de galinha é distribuída para pequenos produtores
A produção de adubo orgânico a partir da compostagem da palha de café com esterco de galinha consolida-se como estratégia de fortalecimento econômico e produtivo para agricultores familiares de Linhares, na região Norte do Estado.
A produção de uma tonelada do composto, embora estimada em mais de R$ 250 mil caso fosse comercializada, não é destinada à venda. O material é disponibilizado aos associados da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Farias (Aprucof), com a finalidade de reduzir custos de produção.
A iniciativa integra uma nova frente do projeto On Good Grounds, da JDE Peet’s, líder global na produção de café, voltado ao incentivo de práticas inovadoras e sustentáveis, com foco no manejo responsável do solo e na economia circular.
O projeto ocorre em cooperação com a China Oil and Foodstuffs Corporation, maior empresa chinesa de processamento e comercialização de alimentos. A proposta envolve a produção de composto orgânico a partir da palha de café associada ao esterco de galinha.
A ação reúne princípios da economia circular e da agricultura regenerativa como alternativa para ampliar a produtividade, preservar o solo e contribuir para a redução do êxodo rural.
Com cerca de uma tonelada, o composto foi desenvolvido com a participação de Henrique Garcia Soprani, de 25 anos. Ele administra, com o apoio da família, a Fazenda Santa Maria, onde cultiva mais de 40 mil pés de café Conilon. Para o produtor, a destinação coletiva da compostagem amplia o alcance social da iniciativa.
“A proposta é assegurar que os associados tenham acesso a um insumo de qualidade, produzido a partir de resíduos que antes não eram aproveitados”, afirma.
Com relação próxima ao cooperativismo, Henrique e a família são cooperados do Sicredi, instituição da qual recebem incentivos voltados ao fortalecimento da produção agrícola. Na avaliação do produtor, o modelo cooperativo tem papel central no desenvolvimento da cafeicultura regional.
“O cooperativismo ajuda o produtor a planejar melhor, investir com segurança. Na cafeicultura, o trabalho coletivo é essencial para crescer com sustentabilidade e visão de futuro”, finaliza.
Acesso ao crédito
“Estimula a inovação e renda”
“Quando o produtor tem acesso a crédito, orientação e incentivo para adotar práticas sustentáveis, toda a cadeia produtiva se fortalece. O cooperativismo estimula a inovação, gera renda no meio rural e contribui para uma agricultura mais equilibrada e sustentável”.
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