Caso Araceli: relembre o caso que se tornou um marco contra a violência infantil
Na última terça-feira (03), o corpo de Dante Brito Michelini foi encontrado decapitado em um sítio de sua propriedade
A Polícia Civil confirmou, na manhã desta quinta-feira (5), que o corpo encontrado decapitado e carbonizado em um sítio na região de Meaípe, em Guarapari, na tarde da última terça (3), é de Dante Brito Michelini, o "Dantinho", de 76 anos.
As causas da morte ainda não foram confirmadas e o caso seguirá sob a investigação da Polícia Civil.
Dante estava desaparecido desde o dia 7 de janeiro. O corpo dele foi encontrado pela Polícia Militar que foi acionada por uma funcionária, que ao não conseguir entrar em contato com o homem, foi até o sítio de "Dantinho" e encontrou a casa com janelas quebradas e paredes destruídas.
Caso Araceli
Desaparecimento
Araceli Cabrera Sánchez Crespo tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e desfigurada.
A menina morava no Bairro de Fátima, na Serra, de onde saiu para ir à escola, na Praia do Suá, em Vitória. Após sair do colégio, foi vista por uma testemunha, um adolescente, em um bar próximo ao cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e César Hilal, em Vitória. Depois disso, Araceli não foi mais vista. A família passou a buscar pela menina.
Dias após o desaparecimento, o corpo de uma criança foi encontrado desfigurado e em avançado estado de decomposição em uma mata atrás do Hospital Infantil, em Vitória.
Sem solução
O caso Araceli até hoje continua a intrigar, já que ninguém foi punido pela morte da menina. As investigações foram marcadas por fatos desencontrados e diversas versões ao longo dos anos.
Na época, a Justiça chegou a três principais suspeitos: Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho; seu pai, o comerciante Dante de Barros Michelini; e Paulo Helal, todos membros de tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo.
Os três foram condenados em primeira instância, mas depois absolvidos pelo Tribunal de Justiça, por falta de provas.
Dia de Combate
Desde o ano 2000, 18 de maio – dia do desaparecimento de Araceli – se tornou oficialmente o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
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