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MUNDO DIGITAL

O mega vazamento que expôs a falta de cultura de segurança digital

Fator humano segue como principal vulnerabilidade diante de vazamentos e crimes cibernéticos

Eduardo Pinheiro | 02/02/2026, 12:59 h | Atualizado em 02/02/2026, 12:59
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Eduardo Pinheiro



          Imagem ilustrativa da imagem O mega vazamento que expôs a falta de cultura de segurança digital
Eduardo Pinheiro é consultor de tecnologia da informação |  Foto: Divulgação

O mais recente grande vazamento de senhas que veio à tona reforça, mais uma vez, uma verdade incômoda da era digital: a tecnologia evolui rapidamente, mas a cultura de segurança digital das pessoas ainda avança em ritmo lento. Em praticamente todos os grandes incidentes cibernéticos dos últimos anos, o fator humano aparece como peça central — não como vilão, mas como elo mais vulnerável de toda a cadeia de proteção da informação.

Na última semana, um pesquisador de cibersegurança da Ucrânia relatou ter identificado circulando na Deep Web um banco de dados com cerca de 96 gigabytes contendo aproximadamente 149 milhões de senhas vazadas. A análise inicial indica que não se trata de um ataque direcionado a um grande provedor específico, muito menos da ação isolada de um funcionário mal-intencionado copiando dados internamente.

Na prática, o vazamento teria sido construído a partir de duas técnicas relativamente simples e extremamente eficazes quando combinadas. A primeira é o phishing, por meio do qual criminosos criam armadilhas digitais, como sites clonados de redes sociais, bancos ou serviços de e-mail, induzindo as próprias vítimas a digitarem suas credenciais. A segunda envolve a autorização voluntária para instalação de malware, muitas vezes disfarçado como atualização, extensão ou aplicativo legítimo, permitindo o monitoramento do dispositivo e a captura contínua de logins e senhas.

Esse cenário mostra que grande parte desses incidentes poderia ser evitada com navegação mais atenta e com a consolidação de uma cultura de segurança digital. Mesmo vivendo em um contexto de hiperconectividade e dependência tecnológica, ainda existe um comportamento de risco significativo no uso cotidiano da internet.

Nesse sentido, ganha ainda mais relevância a necessidade de tratar a segurança digital dentro das escolas. Desde 2023, a Lei nº 14.533 instituiu o Programa Nacional de Educação Digital, criando base legal para que o uso crítico, ético e seguro da internet passe a fazer parte da formação de crianças e adolescentes. Embora a implementação ainda não seja plena em todo o País, o marco legal já existe e abre caminho para a formação de uma geração mais consciente diante dos riscos digitais.

É importante destacar que o uso de senhas fortes, antivírus, firewall e outras ferramentas de proteção continua sendo essencial. No entanto, a verdadeira segurança digital nasce da combinação entre tecnologia e comportamento humano. Não basta ter as melhores ferramentas se o usuário não possui maturidade digital para reconhecer ameaças, desconfiar de abordagens suspeitas e adotar práticas seguras no dia a dia.

No mundo conectado de hoje, segurança digital não é apenas uma questão técnica. É, sobretudo, uma questão cultural.

E quanto mais cedo essa cultura for construída, menores serão os impactos dos próximos — e inevitáveis — grandes vazamentos de dados.

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