Preço das canetas para perder peso ainda é um obstáculo para o público
Alto custo das canetas emagrecedoras dificulta acesso e favorece uso sem controle
O aumento da procura das chamadas canetas emagrecedoras tem colocado luz sobre um obstáculo ainda central: o preço dos produtos.
Segundo médicos, o alto custo dificulta o acesso de pacientes que, de fato, têm indicação clínica, como obesidade e distúrbios metabólicos, e ajuda a empurrar parte da demanda para versões clandestinas, manipuladas ou importadas sem controle sanitário.
Dados do relatório “Agonistas injetáveis de GLP-1”, da Close-Up International, mostram que o avanço da categoria ocorreu em ritmo acelerado.
A Close-Up aponta, porém, que ainda se trata de um tratamento caro — especialmente para populações de menor poder aquisitivo. A entrada de similares nacionais, em especial de liraglutida, começou a democratizar o acesso, movimento que tende a se ampliar com a perda de patente da semaglutida.
A endocrinologista Rafaela Norbim destacou que o custo elevado ainda é uma barreira importante, já que esses medicamentos, em geral, não são cobertos pelos planos de saúde nem pelo sistema público. “No Estado, a liraglutida é disponibilizada pela Secretaria de Saúde em situações específicas, mediante solicitação médica e avaliação técnica, mas o acesso não é universal”.
Ela reforça que o crescimento do mercado ilegal de medicamentos importados ou manipulados sem controle aumenta os riscos, incluindo o uso de doses inadequadas, falta de padronização, contaminação e incerteza sobre a composição do produto.
Para a endocrinologista Maria Amélia Sobreira Gomes Julião, o custo hoje impulsiona um mercado ilegal e sem fiscalização, que não para de crescer.
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