Falta de água em Guarapari é culpa dos “gatos”, diz Cesan
Ligações clandestinas foram identificadas pela companhia na tarde da última terça, na localidade de Cachoeirinha
Problema recorrente há décadas durante a alta temporada em Guarapari, a falta de água voltou a afetar moradores e turistas da cidade em meio às festas de fim de ano.
A situação se agravou principalmente no período de Natal e Réveillon, na região Norte do município, onde estão localizadas as praias de Setiba e Santa Mônica.
Desta vez, segundo a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), além da alta demanda típica do verão, o desabastecimento foi provocado por ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”. Os furtos de água foram identificados pela companhia na tarde da última terça-feira, na localidade de Cachoeirinha.
De acordo com a Cesan, o desvio de água abastecia um haras, diversos sítios da região e cerca de 500 moradias, todas sem autorização da companhia. A prática ilegal comprometeu o funcionamento do sistema e afetou o abastecimento em diferentes áreas do município. A empresa informou que realizou o corte do fornecimento nos pontos identificados e que o abastecimento está em processo de normalização.
Em nota, a Cesan afirmou que, em razão do elevado consumo e das altas temperaturas registradas no período, a normalização completa do abastecimento pode demandar um prazo superior ao habitual.
A companhia solicita ainda a colaboração da população para a prática do consumo consciente de água, contribuindo para a recuperação gradual do sistema.
Apesar disso, moradores dos bairros Santa Mônica, Setiba e Paturá seguem relatando dificuldades no abastecimento. A situação ainda era crítica ontem. “Muita gente ainda está sem água, só a parte baixa de Santa Mônica está sendo abastecida. Está um caos”, disse o presidente do Conselho de Segurança das Comunidades da Região Norte (Consenorte), Lúcio Lopes.
O prefeito Rodrigo Borges disse que articulou a chegada de mais de 20 caminhões-pipa para abastecer as regiões afetadas, em parceria com as prefeituras de Vitória, Vila Velha e Alfredo Chaves, além de empresas privadas. “A responsabilidade pelo abastecimento é da Cesan, mas não poderíamos ficar de braços cruzados”.
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