Mudanças no estilo de vida: aprender algo novo ajuda a mente a desacelerar
Segundo médicos, atividades que exigem atenção ajudam a desacelerar a mente e reduzem o impacto do excesso de telas
Em rotinas muitas vezes marcadas por excesso de estímulos e pouco tempo para si, aprender algo novo deixa de ser apenas lazer e passa a ser uma ferramenta de cuidado.
A especialista em Medicina do Sono Jessica Polese aponta que uma boa meta para 2026 é aprender algo diferente, que ache interessante.
“Aprender uma língua para fazer uma viagem, um trabalho manual, artístico ou algo que tire a pessoa do habitual é sempre bom. Temos que sair da tela um pouco”.
Ela ressaltou que esse aprendizado tem um processo medidativo “A mente voa e descansa”.
Como exemplo, ela revelou que há alguns anos redescobriu o crochê. “Aprendi a fazer o crochê na infância, com a minha mãe. Era algo familiar, que fazia com minhas irmãs”.
Nos últimos anos, Jéssica contou que voltou a ouvir falar sobre o crochê e lembrou que sabia fazer. “Comecei a fazer para minha filha, para as amigas dela, que gostam. Isso é bom, porque tem um destino. Você pode presentear alguém com algo feito por você”.
Ela ressaltou, no entanto, que o novo hobby, seja qual for, precisa ser algo que dê prazer de fazer e que fuja do seu dia a dia. “Mas até um hobby tem que te desafiar a fazer sempre melhor, te despertar a atenção”.
O vice-presidente da Associação Psiquiátrica do Estado, José Luís Leal de Oliveira, aponta que, em 2026, uma das metas mais importantes para a saúde mental é aprender a viver com mais equilíbrio e consciência.
“Em um contexto marcado por excesso de demandas, pressões constantes e pouco tempo para si, priorizar o bem-estar emocional torna-se fundamental. Cuidar da saúde mental significa reconhecer limites, organizar melhor o tempo, reduzir a sobrecarga cotidiana e tratar a mente com a mesma atenção dedicada ao corpo”.
Ele destacou que as pessoas podem ter entre as metas mais relevantes a melhoria da qualidade do sono, a construção de rotinas mais saudáveis, a prática regular de atividade física, a adoção de uma alimentação equilibrada e a redução do estresse diário.
A endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado, Maria Amélia Sobreira Gomes Julião, aponta que mais conexão com a natureza pode ser um bom objetivo. “Pisar na grama e sentir o sol ajusta seu ciclo circadiano e renova a energia”.
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