Libertadores: Título em Lima e muita festa em Vitória
Torcida capixaba lotou bares e ruas para celebrar o tetracampeonato do Flamengo após vitória sobre o Palmeiras
O gol de Danilo não balançou apenas as redes do Monumental: ele sacudiu Vitória inteira, que transformou bares, ruas e esquinas em arquibancadas improvisadas para celebrar o histórico tetracampeonato do Flamengo na Libertadores.
O Rubro-Negro venceu o Palmeiras por 1 a 0 na noite de ontem, no estádio Monumental, em Lima, no Peru, se consagrando o primeiro time brasileiro a conquistar o tetracampeonato da Libertadores.
A reportagem de A Tribuna percorreu os principais pontos da capital e o manto vermelho e preto se fez presente em todos eles.
Em Jardim Camburi, a professora Betina Miranda, de 38 anos, levou os pequenos Caio, de 8 anos, Gael, 6, e Dante, 3, para torcer pelo time do coração. Junto deles estava Luís Euzébio, 64 anos, empresário, pai de Betina e avô das crianças.
“Sempre ensinei aos meus filhos sobre torcer para o time do coração. Aprendi com meu avô, com meu pai, e estou passando para os meus filhos. Lá em casa é uma luta, porque meu marido é de outro time.” Betina conta que o marido, Diego Carneiro, 37 anos, empresário, é botafoguense. “Cada um torce para seu time, incentivando as crianças a gostar de futebol.”
Na Rua da Lama, em Jardim da Penha, e no Triângulo, na Praia do Canto, foi pura festa. A tensão do primeiro tempo deu lugar aos gritos quando veio o gol do título.
Cenas da torcida
Casal pé-quente
Beatriz Hooper, de 18 anos, e Victor Morozini, de 19 anos, estudantes, são o casal pé-quente. Sempre que assistem à partida juntos, o time do coração ganha. “Foi uma coisa que meu pai me ensinou desde cedo. Sempre gostar de futebol, e hoje eu acompanho tudo. Choro, grito, torço”, conta Beatriz.
Torcida em família
Gustavo Maia, 43 anos, policial penal, levou a família inteira para torcer pelo Flamengo. “Qualquer jogo, a gente está sempre junto”. Ele conta que a esposa, Thay Lopes, 39 anos, empreendedora, não era flamenguista quando se conheceram.
Hoje, ela acompanha o marido e os filhos Caio, de 6 anos, e Maria, de 11 anos, em todos os jogos. “As crianças são fanáticas pelo time”, conta Thay.
Alviverdes
As amigas Nayara Rodrigues, de 34 anos, coordenadora de marketing, e Daiane Hailler, de 32 anos, supervisora de aeroporto são torcedoras do Palmeiras.
“Eramos de São Paulo. A cidade é linda. O que estraga são os flamenguistas”, brincou Nayara.
Ajuda especial
A torcida do Flamengo convocou ajuda com super poderes. Dessa vez o Homem-Aranha deu uma ajudinha. Arthur Moschen, de 26 anos, é recreador infantil e ator. “Eu trabalho todo o final de semana levando alegria para as crianças como Homem-Aranha, e decidi vir curtir o time que eu sou fã fantasiado, para alegrar as pessoas e passar energia boa nesse momento que todo mundo fica tão tenso”.
Fé em campo
Os estudantes Edriel Silva e Lukayan Raasch, de 21 anos, apostaram na fé para ver o time do coração campeão.
“Trouxemos a imagem de São Judas Tadeu, o padroeiro do Flamengo, para nos abençoar a partida e até agora está nos abençoando. Esse é o maior time do mundo”, disse Lukayan.
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