Coincidências em “Truque de Mestre - O 3º Ato”
Na esteira do roubo ao Museu do Louvre que deixou o mundo de cabelo em pé, um grupo de mágicos precisa roubar um diamante precioso de uma tirana
Na esteira do roubo ao Museu do Louvre que deixou o mundo de cabelo em pé, um grupo de mágicos precisa roubar um diamante precioso de uma tirana.
Nove anos após o último golpe dos chamados Quatro Cavaleiros, o timing entre “Truque de Mestre - O 3º Ato”, já nos cinemas, e o crime envolvendo as joias da coroa francesa pode não passar de coincidência, mas vale lembrar que os personagens são mestres do disfarce.
Separado de seu antecessor por uma pandemia global e pela difusão de imagens geradas artificialmente, a produção parte de uma realidade em que crer na magia virou uma tarefa difícil.
Isso guia principalmente à cena de abertura, em que Atlas e seus amigos se reúnem em um galpão afastado para se apresentar. Ao final do show, as cortinas se fecham e o espectador descobre estar diante de hologramas, programados pelo trio inédito de ilusionistas.
“Quando estou ansioso, gosto de pensar em pequenas coisas do dia a dia. É assim que percebo que a magia está no mundano”, diz Justice Smith, que interpreta um dos novatos, durante bate-papo com jornalistas. Como um mestre que busca exibir o seu aprendiz, Dave Franco, que volta a viver o galã Jack Wilder, exige do artista alguns exemplos. “O vento. Fazer meus amigos rirem. Um aperto de mãos. Tudo isso é mágico”, diz Smith.
Fora do tour de divulgação, o encontro geracional parece estar dando algum resultado. Plataformas como o Rotten Tomatoes já apontam “O 3º Ato” como o melhor avaliado da franquia, e o público, que garantiu o bom desempenho dos anteriores, promete manter a fidelidade – o filme liderou as bilheterias em seu final de semana de estreia.
Numa Hollywood dominada por remakes e continuações, o terceiro “Truque de Mestre” reúne novidades e clichês na tentativa de reestabelecer a saga.
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