Dez pacientes e acompanhantes são internados com sintomas de infecção em todo o ES
Número de casos suspeitos, ainda sem causas comprovadas, chega a 29. Secretaria de Saúde monitora todos os casos
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Dez pessoas com sintomas semelhantes aos do surto infeccioso que funcionários do Hospital Santa Rita, em Vitória, apresentaram, foram identificadas nesta semana no Espírito Santo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O órgão informa, em nota, que os dez pacientes estão internados em diferentes unidades de saúde, sendo dois deles em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A recomendação é uso de máscara N-95 ou PFF2 no atendimento desses pacientes sempre que possível. A causa do surto ainda é desconhecida. No total, 18 pessoas estão internadas em todo o Estado.
O órgão afirma, ainda, que será necessário identificar, a partir de uma investigação social, se essas pessoas estiveram no setor no mesmo período onde se originaram as infecções relatadas pelos funcionários.
A secretaria já iniciou investigação com a coleta de amostras biológicas encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Espírito Santo (Lacen-ES).
Todos os resultados para identificação do agente causador do surto infeccioso devem ser liberados até o fim da próxima semana.
Ainda na mesma nota, a Sesa informa que encaminhou ofício com recomendações técnicas sobre fluxo de comunicação entre hospitais. Em caso de atendimento ou internação de profissional de saúde trabalhador do Hospital Santa Rita, a orientação é comunicar "à saúde do trabalhador da unidade", assim como a Coordenação Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (CECISS).
Em nota, divulgada na manhã de ontem, o Hospital Santa Rita informou que três colaboradores permanecem internados na enfermaria e um na UTI, recebendo todo o suporte necessário. Na sexta-feira, uma pessoa estava na UTI.
Em outras instituições hospitalares, há quatro colaboradores internados, sendo dois em UTI.
O Hospital Santa Rita reiterou seu compromisso com a transparência, com o cuidado integral ao bem-estar de seus profissionais e com a adoção rigorosa dos protocolos de controle de infecção hospitalar, junto as autoridades de vigilância sanitária e saúde pública.
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