Alopecia: causas e tratamentos da doença que afeta famosos
Karina Lucco, mãe de Lucas Lucco, voltou a apresentar alopecia areata, caracterizada pela queda do cabelo a partir da raiz capilar
A revelação de que a mãe do cantor Lucas Lucco, Karina Lucco, de 49 anos, voltou a ser afetada por alopecia areata, após celebrar a evolução do tratamento, trouxe visibilidade à condição, que provoca queda de cabelo e atinge homens e mulheres de todas as idades.
Esse tipo de alopecia se caracteriza pela queda do cabelo a partir da raiz capilar, explica Karina Mazzini, médica dermatologista especialista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
“Na maioria dos casos, a doença se apresenta com uma queda de cabelo, abrindo buracos, geralmente, no couro cabeludo. Em alguns homens, a condição também pode atingir a área da barba. O caso que afeta a mãe do cantor é diferente da alopecia androgenética, que é herdada pelo paciente”, explicou.
A doença é caracterizada por ser assintomática, sem coceira ou dor.
“É por isso que as pessoas só percebem quando os tufos de cabelo estão caindo. Mulheres com grande volume capilar, por exemplo, só notam quando o couro cabeludo já está com buracos, e ficam desesperadas”, relatou Karina.
As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, mas fatores genéticos, episódios de estresse e condições imunológicas podem contribuir para o surgimento ou agravamento do quadro.
Renata Melo, médica e membro da Sociedade Brasileira de Tricologia, área da dermatologia que estuda o tratamento de alterações e doenças do cabelo e do couro cabeludo, explica o papel do sistema imunológico.
“Na alopecia areata, o sistema imunológico do paciente ataca a raiz do cabelo, gerando uma queda intensa, normalmente desencadeada por situações como estresse, mas também alterações hormonais, deficiência de vitaminas ou uso de medicamentos. Também há predisposição genética”, apontou.
Ao primeiro sinal da doença, a orientação é agir rápido, não se automedicar e procurar tratamento correto, alerta Priscila Passamani, médica dermatologista.
“No primeiro indicativo, procure logo um médico, que terá ferramentas para fazer exame do couro cabeludo e identificar qual alopecia está acometendo o paciente. Dessa forma, é possível aplicar o tratamento correto e na dose certa”, alertou a médica.
Dentre os tratamentos indicados por especialistas estão cremes, remédios e até procedimentos com laser.
Famosos que têm outro tipo de alopecia
Xuxa Meneghel
A Rainha dos Baixinhos já contou que sofre com alopecia androgenética, e chegou a raspar completamente a cabeça devido às falhas no couro cabeludo. O afinamento e queda dos fios a levou a realizar um transplante capilar fio a fio.
Gretchen
A cantora disse que também enfrenta a alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, desde 2024. Atualmente Gretchen usa uma prótese capilar, desenvolvida para pacientes em tratamento de quimioterapia.
Maiara
A sertaneja revelou para todos os fãs, nas redes sociais, que convive com a mesma condição de Xuxa e Gretchen, e que chegou a perder quase todos os fios de cabelo. Ela precisou passar por tratamento médico para se recuperar.
Juliette
A campeã do BBB 21 iniciou um tratamento, em 2022, para a alopecia androgenética. Juliette disse que apresenta uma tendência à queda excessiva de fios e que faz procedimento a laser para estimular o crescimento capilar.
SAIBA MAIS
Alopecia é sinônimo de calvície?
Não. A calvície é o nome popular para a alopecia androgenética, diferente da areata, que é uma condição em que o sistema imunulógico do paciente passa a atacar os folículos pilosos (raiz) do cabelo, gerando queda intensa e deixando buracos no couro cabeludo.
Quais as causas?
Geralmente é desencadeada por situações como estresse, infecções, cirurgias, alterações hormonais, deficiência de vitaminas, emagrecimento ou uso de alguns medicamentos. Também há predisposição genética.
É contagioso?
Não, e a doença também não está relacionada à falta de cuidados com os cabelos. Alguns pacientes apresentam apenas um episódio ao longo da vida, enquanto outros podem ter mais de uma vez.
Existem casos graves?
Sim. Além do couro cabeludo, a alopecia areata pode atingir sobrancelhas, cílios, barba e outros pelos do corpo. Nos casos mais graves, pode haver perda de todos os cabelos da cabeça, chamada alopecia total, ou de todos os pelos do corpo.
Como identificar os sinais?
Na alopecia areata, o sinal mais característico é o aparecimento de uma ou mais falhas arredondadas no couro cabeludo, que costumam surgir de forma repentina. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a doença.
Quais são os tratamentos?
Atualmente existem diversas opções terapêuticas, que variam conforme a gravidade do caso. Os tratamentos incluem cremes tópicos, medicamentos via oral, infiltrações no couro cabeludo, laser de baixa potência, radiofrequência e outras terapias.
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