Presos suspeitos de colocar fogo em ônibus em retaliação à morte de criminoso no ES
Ataques foram realizados em janeiro do ano passado no bairro Inhanguetá, em Vitória; adolescentes também foram arpeendidos
Quatro homens foram presos no inquérito que apurou um incêndio realizado a um ônibus em janeiro do ano passado, no bairro Inhanguetá, em Vitória. Além dos suspeitos, outros quatro adolescentes que participaram do crime foram identificados na investigação da Polícia Civil.
De acordo com a PC, a motivação dos ataques é a morte de um indivíduo, de codinome Formiga, ocorrida em confronto com a Polícia Militar no bairro da Penha, também em Vitória, no dia anterior ao incêndio.
Os suspeitos foram identificados como Kainã dos Santos da Silva, de 21 anos; Erick de Oliveira da Cunha, Geremias Lima da Silva e Iarley Cristofer dos Santos, todos de 19 anos. Todos foram indiciados por associação criminosa, corrupção de menores e incêndio qualificado.
O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, afirmou que o confronto entre a Polícia e o indivíduo de codinome Formiga, que veio a óbito.
No mesmo dia, houve uma ação ordenada da Facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), onde incendiaram um ônibus no Sambão do Povo. O crime ainda é apurado para identificar os envolvidos.
No dia seguinte, os indivíduos tentaram atear fogo em outro ônibus, em Inhanguetá. "Eles conseguiram colocar um foco de incêndio no ônibus, mas não foi para frente. Por isso, eles começaram a depredar o coletivo", afirmou o delegado.
Por meio das ferramentas de inteligência e videomonitoramento, a Polícia identificou os quatro indivíduos maiores de idade, que estão presos, e outros adolescentes. Um dos quatro menores suspeitos foi apreendido por assalto a um veículo.
O delegado Monteiro destacou que as investigações seguem para identificar um dos responsáveis de comprar os galões de gasolina para cometer o crime. "Com o aprofundamento, nós identificamos um Pix do chefe do tráfico do morro para este indivíduo. Agora vamos chegar até ele e ao mandante do ataque", declarou.
"Toda vez que um membro da facção vem a óbito, eles retaliam para causar pânico e horror à população, realizando incêndios nos coletivos", concluiu.
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