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Mulher mandou matar o irmão na Serra por herança de família

O marido da acusada e um outro homem também foram presos pelo crime

Júlia Afonso | 10/02/2022 12:41 h

Leilza Lopes de Moraes, de 40 anos; o  dentista aposentado Flávio Amado de Moraes, de 61 anos, e Breno Azevedo Chaves, de 33 anos |
Leilza Lopes de Moraes, de 40 anos; o dentista aposentado Flávio Amado de Moraes, de 61 anos, e Breno Azevedo Chaves, de 33 anos | |  Foto: Divulgação/PCES
  

A mulher presa acusada de mandar matar o próprio irmão foi motivada pela herança da família, segundo a Polícia Civil. O marido dela, que é acusado de ajudar a planejar o crime, também foi preso. De acordo com a polícia, os dois pagaram R$ 8 mil para uma dupla de pistoleiros executarem a vítima, o açougueiro Cleuton Lopes da Silva, de 32 anos, na Serra. 

A auxiliar de serviços gerais Leilza Lopes de Moraes, de 40 anos, e o dentista aposentado Flávio Amado de Moraes, de 61 anos, foram detidos no dia 7 de fevereiro. A mulher estava no trabalho, na Enseada do Suá, Vitória. Já o marido foi capturado em casa, no bairro Jacaraípe.

“Os mandantes foram a irmã da vítima e o cunhado, motivados por desavenças que a irmã teve com a vítima relativas à partilha da herança deixada pelo genitor dos dois”, explicou o delegado Ramiro Diniz, adjunto da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra. 

A briga começou antes mesmo do pai deles morrer. “Cleuton e outra irmã foram até o Maranhão e venderam 20 cabeças de gado, para custear o tratamento do pai e a estadia deles lá. Leilza já começou a criar problemas aí, querendo parte do valor dessas cabeças de gado”, contou Ramiro. 

A discussão teria evoluído para ameaça e acabado em assassinato. Leilza e o marido contrataram Breno Azevedo Chaves, de 33 anos, para matar o açougueiro. Breno chamou o comparsa, José Carlos Rodrigues Soares, de 43 anos, e os dois encurralaram a vítima enquanto ela chegava em casa, no dia 25 de outubro de 2020. Eles atiraram em Cleuton na porta de casa e depois fugiram. 

O comparsa, José Carlos Rodrigues Soares, de 43 anos, morto em julho do ano passado
O comparsa, José Carlos Rodrigues Soares, de 43 anos, morto em julho do ano passado |  Foto: Divulgação/PCES
 

Em julho de 2021, José Carlos foi morto queimado, dentro de uma pilha de pneus, em Putiri, na Serra. “Já conseguimos identificar que o crime foi efetuado como forma de queima de arquivo, relacionado ao homicídio de Cleuton”, ressaltou o delegado, que ainda apura quem teria ordenado a execução. 

Em 4 de janeiro deste ano, Breno foi capturado. No mês seguinte, foi a vez do casal. “O inquérito foi concluído e foi feito cumprimento de prisão preventiva contra eles. Todos vão responder pelo homicídio”, pontuou Ramiro.

Materiais encontrados com Breno, acusado de ser um dos executores
Materiais encontrados com Breno, acusado de ser um dos executores |  Foto: Divulgação/PCES
  
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