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Polícia

Maioria das vítimas abusadas por psicólogo no ES não se comunicavam verbalmente

Crimes foram descobertos após uma das vítimas relatar os abusos para a mãe. Entenda a investigação


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Imagem ilustrativa da imagem Maioria das vítimas abusadas por psicólogo no ES não se comunicavam verbalmente
Psicólogo foi localizado e preso no Córrego dos Capitães, zona rural de Bom Jesus do Galho |  Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil do Espírito Santo ainda investiga quantas crianças foram vítimas de abusos sexuais por parte de um psicólogo que atuava em uma clínica na cidade de Cariacica. O suspeito, que não foi identificado, foi preso na última quinta-feira (20) na zona rural de Bom Jesus do Galho, em Minas Gerais.

Detalhes da investigação foram repassados pela corporação em uma coletiva nesta quinta-feira (27). De acordo com a polícia, o suspeito trabalhava com crianças e adolescentes com diagnóstico de autismo até o último dia 28 de janeiro, quando foi demitido. Os crimes foram descobertos logo depois, quando uma das vítimas relatou para a mãe que era abusada sexualmente pelo psicólogo durante as sessões de terapia.

Segundo a delegada Gabriella Zaché, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a vítima, uma menina de 8 anos de idade, é autista de nível 1 de suporte e, por isso, conseguiu dar detalhes de como os abusos eram cometidos. 

"Ela revelou para a mãe que, durante os atendimentos, ela era abusada sexualmente por ele. Ela já era atendida por ele há cerca de um ano e aí, durante esses atendimentos, ele colocava a mão nas partes íntimas dela, por dentro da roupa, se masturbava e pedia que ela manipulasse os órgãos genitais dele", revelou. 

A menina teria informado para a mãe, ainda, que era ameaçada de morte por ele para que não revelasse os abusos para ninguém.

Todos os atendimentos do profissional eram gravados. A menina, no entanto, relevou que o psicólogo tampava a câmera de segurança com papéis ou toalhas, a fim de esconder os abusos. Ao ouvir o relato da filha, a mãe da criança se dirigiu até a clínica — onde foi constatado que ele estava, de fato, tampando a lente do equipamento.

A polícia já teve acesso a dois meses de gravação e, durante as investigações, constatou que o psicólogo teve a mesma conduta diversas vezes, o que contribui para a suspeita de que ele tenha cometido abusos sexuais contra diversas crianças. "Não conseguimos precisar a quantidade de crianças (vítimas) nesse momento", afirmou a delegada. Segundo a polícia, ainda não há confirmação de que houve conjunção carnal.

Fuga para Minas Gerais

Ainda de acordo com a titular, após ser demitido, o psicólogo se mudou para a cidade mineira de Bom Jesus do Galho, onde a irmã dele mora. Segundo a polícia, há a suspeita de que ele já suspeitava de estar sendo investigado — pois retornou para a clínica após a demissão e tentou coagir uma das vítimas.

A vítima em questão seria, na verdade, irmã de um paciente não verbal. De acordo com a investigação, a menina de 8 anos participava das sessões com o irmão — segundo o psicólogo, para que o paciente ficasse mais confortável. No entanto, a suspeita da polícia é que a menina sofria os abusos durante os atendimentos. Ele, inclusive, após a demissão, teria levado a menina para tomar um sorvete.

A menina foi ouvida e, para os investigadores, relatou que ele mostrou alguns vídeos íntimos dele para ela e também relatou que ele tampava a câmera durantes as sessões que ela estava presente. A menina, no entanto, não revelou abusos sexuais. "Pelo atendimento que foi feito pela psicóloga [da polícia], a gente verificou que, possivelmente, acontece com ela aquela Síndrome de Estocolmo, dela ter criado alguma afeição por ele por conta disso", afirmou a delegada Gabriella Zaché.

"As vezes a câmera estava só parcialmente tampada, então a gente consegue ver alguns fatos dele, ele abraçando, as vezes passando a mão em partes do corpo de algumas vítimas", completou a delegada. 

Conduta da clínica será investigada

A polícia está apurando, também, a conduta da clínica onde o suspeito trabalhava. Os crimes só foram descobertos no final de janeiro, após a demissão dele. De acordo com as investigações, o desligamento teria ocorrido após um novo coordenador da empresa verificar que o psicólogo trancava a sala de terapia de forma suspeita, além de realizar lançamentos indevidos de atendimentos.

Ele teria recebido advertências verbais devido as atitudes e, tempo depois, foi demitido. No entanto, a clínica afirma que só teve ciência dos abusos após a denúncia de uma das vítimas.

Todas as vítimas identificadas até o momento são meninas, diz polícia

Durante a investigação também foi verificado que o suspeito tinha tinha predileção a atender o sexo feminino. Pais de pacientes, inclusive, reclamavam que o homem não tinha paciência com meninos e, muitas vezes, tentava transferir os pacientes do sexo masculino para outros profissionais.

Além disso, a grande maioria das vítimas são não verbais e, por isso, não conseguem relatar os abusos. "Pais relataram regressão do tratamento e comportamento sexualizado das crianças", disse a delegada responsável pelo caso. 

Prisão em Minas Gerais

O psicólogo, que tem 49 anos de idade, foi localizado e preso no Córrego dos Capitães, zona rural de Bom Jesus do Galho, no estado mineiro. Durante a operação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido contra o suspeito. 

"As investigações da PCES apontam que os abusos ocorreram de foram reiterada, em diversas sessões de terapia, inclusive, algumas vítimas são crianças autistas não verbais ou de tenra idade, detalhou o Delegado Sávio Moraes, autoridade policial de Minas Gerais responsável pela operação.

Procurado, o Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP-ES) se manifestou sobre o caso. "O Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP-ES) foi informado sobre as investigações da Polícia Civil nesta semana. O CRP-ES está tomando as providências necessárias e dará a devida prioridade ao caso", diz a nota.

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