Justiça adia depoimento de funcionária acusada de envenenar médico em Vitória
Bruna Garcia teria desviado R$ 600 mil quando trabalhava na clínica da vítima
A Justiça adiou o depoimento de Bruna Garcia, acusada de envenenar um médico cardiologista de 90 anos após desviar mais de R$ 600 mil de suas contas, quando trabalhava como secretária no consultório da vítima, na Praia do Canto. A investigada seria ouvida na tarde desta sexta-feira (30), no fórum de Vitória.
Outras quatro pessoas foram ouvidas durante a audiência que estava marcada, porém uma das testemunhas ainda não deu seu testemunho, o que impossibilitou o depoimento de Bruna, que só será ouvida após o término de todos os outros convocados a depor.
A última testemunha e Bruna Garcia devem depor na próxima sexta-feira (06/02), em audiência marcada para 13h30, no Fórum de Vitória.
RELEMBRE
O crime veio à tona após a demissão de Bruna, em março de 2025, quando o médico e sua esposa descobriram que a secretária havia desviado cerca de R$ 600 mil. Na época, o advogado Waldyr Loureiro, que faz a defesa da família, disse que o médico tentou fazer um pagamento com cheque, que voltou sem fundos.
O casal foi a dois bancos, percebeu que as contas estavam “estouradas” e constatou a existência de uma chave Pix registrada em nome dele, mas que até então era desconhecida.
Segundo Loureiro, uma auditoria detectou que a suspeita solicitava aos clientes que fizessem pagamentos no Pix pessoal dela, além de quitar contas próprias e da empresa do marido com os valores desviados. Após ser chamada para uma reunião sobre as finanças da clínica, Bruna Garcia não retornou ao trabalho.
Em abril daquele ano, foram encontrados dois frascos de medicamentos na sala da secretária, incluindo óxido de arsênio. Após o afastamento da funcionária, o médico teve melhora significativa em seu quadro clínico.
A vítima apresentou sintomas de intoxicação crônica por arsênio, como diarreia, vômito, anemia e perda de peso.
Laudos periciais confirmaram o envenenamento, apontando maior concentração da substância no organismo do idoso no período em que Bruna trabalhava na clínica.
Entenda o caso
Prisão
Óxido de arsênio teria sido usado no envenenamento do médico, ocorrido entre 2023 e o início deste ano | Foto: Reprodução TV Tribuna/Band
Bruna Garcia Barbosa Marinho foi presa, suspeita de envenenar um médico de 90 anos, em Vitória.
O envenenamento ocorreu com óxido de arsênio, entre 2023 e o início do ano passado.
Desvio
Os indícios se fortaleceram após a demissão de Bruna, em março de 2025, quando a vítima e sua esposa descobriram que a secretária havia desviado cerca de R$ 600 mil.
Laudo pericial
A vítima teve sintomas de intoxicação crônica por arsênio, como diarreia, vômito, anemia e perda de peso.
Laudos atestaram o envenenamento, com maior concentração no período em que Bruna trabalhava na clínica.
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