Envenenamento de animais em condomínio de luxo da Serra é investigada
Uma cadela e três gatos já foram encontrados mortos com sintomas de intoxicação
A Polícia Civil investiga um caso suspeito de envenenamento de animais em um condomínio de luxo, em Boulevard Lagoa, na Serra. Até o momento uma cadela e três gatos foram encontrados mortos com os mesmos sintomas. No vídeo gravado abaixo, a cadela Lilica estava nos últimos momentos de vida, há um mês. A chihuahua, de 4 anos, estava internada e reagia com convulsões uma intoxicação.
A tutora conta que foi no quintal da casa que ela vivia onde começou a apresentar os sintomas, no dia 7 de dezembro. "Eu abri a porta e ela foi correndo para o quintal, juntamente com a outra cadela, e deixei elas para pegar um copo de água. Quando retornei, a Lilica já estava voltando com a outra irmãzinha dela e estava com a boca espumando", relatou em entrevista a repórter Júllia Cássia, da TV Tribuna/Band.
O outro tutor da cadela, Douglas Fabris, é médico veterinário e afirmou a reportagem que medicou a pet. "Horas depois, no entanto, o quadro se agravou e ela estava muito gelada. Os sinais clínicos que ela apresentou foram bem típicos de uma intoxicação exógena", afirmou.
Os exames de necropsia e biópsia mostraram que a cadela faleceu em decorrência de um choque circulatório causado por intoxicação de veneno químico. Os tutores suspeitam que o veneno tenha sido lançado por alguém que teve acesso ao terreno vazio do lado da casa.
Outros animais também já forma encontrados intoxicados no mesmo condomínio. A tutora ainda relatou uma ameaça que sofreu de um morador.
"Uma pessoa me disse que ia jogar veneno para o meu outro cachorro, um vira-lata. Nesse mesmo setor onde moro já foram encontrados três gatos mortos", declarou.
Os tutores ainda relataram que sentiram falta de suporte do condomínio, uma vez que solicitaram imagens para identificar o suspeito de envenenar o animal. No entanto, o condomínio informou por meio de nota que tem por prática não comentar fatos ocorridos internamente, e principalmente relacionados aos associados.
O caso está sob investigação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), já que o caso é considerado como maus-tratos.
*com informações da repórter Júllia Cássia, da TV Tribuna/Band
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