Caso Alice: 14 pessoas são indiciadas e 5 seguem foragidos por morte da menina
Crime ocorreu em Balneário de Carapebus e teria ligação com disputa entre facções PCV e TCP
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Cerca de sete meses após a morte da menina Alice Rodrigues, de 6 anos, a Polícia Civil do Espírito Santo concluiu o inquérito que identificou os responsáveis pelo crime. Ao todo, 14 pessoas foram indiciadas, todas apontadas como integrantes de facções criminosas.
O crime ocorreu no bairro Balneário de Carapebus, na Serra. Segundo as investigações, a ideia para o ataque partiu de dentro de um presídio, por um integrante da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), com o objetivo de retomar o controle da região.
De acordo com o delegado-geral, José Darcy Arruda, nove suspeitos já foram presos, enquanto cinco seguem foragidos. Ainda segundo ele, esses investigados estariam escondidos em comunidades do Rio de Janeiro.
Entre os foragidos está o traficante conhecido como Sergio Raimundo Soares Filho, vulgo Serginho Cauê, apontado como responsável por autorizar os ataques do PCV. Ele quem recebeu uma carta sugerindo o ataque na região da Serra e autorizou a ação. Desde a prisão de Marujo, ele deixou o Espírito Santo.
De acordo com o delegado Paulo Ricardo Gomes o motorista do carro onde estavam os autores do crime citou ter sido um acidente. "Ele citou que o passageiro que estava no banco de trás se precipitou e abriu fogo contra o carro da família Rodrigues ainda com o vidro do carro fechado. Esses disparos atingiram a Alice na cabeça", declarou.
Disputa entre facções
A investigação aponta que o ataque teve como motivação a tentativa de conter o avanço da facção rival Terceiro Comando Puro (TCP) na região, tradicionalmente dominada pelo PCV.
A ordem teria sido repassada por um integrante preso, que enviou instruções para a execução da ação criminosa. Um dos ataques tinha como alvo um traficante da região.
O delegado Paulo Ricardo Gomes explicou a dinâmica: “A ordem do ataque parte de um presídio após informações de avanço do TCP em Balneário de Carapebus. A determinação chega a Serginho Cauê, que ordena a tomada do bairro. A partir daí, se desenvolve toda a dinâmica dos fatos”, afirmou.
No entanto, ao não localizarem o alvo, os criminosos deixavam o bairro quando colidiram com o carro da família de Alice.
Antes que o pai da criança pudesse sair do veículo para falar com os suspeitos, os criminosos efetuaram diversos disparos contra o carro.
O delegado relatou que os suspeitos só cessaram fogo após o homem sair do carro e afirmar que não eram do tráfico. "O pai sai do carro e pediu para que parassem de disparar pois eram uma família e tinha uma criança no carro. Eles percebem o erro e começam a fuga", explicou.
Confira todos os indiciados:
- Lucas Pinheiro, preso
- Maik Rodrigues, preso
- Marlon Furtado, preso
- Marina de Paula, presa.
- Sergio Raimundo Soares, foragido.
- Ryan Alves Cardoso, foragido.
- Matheus Farias, foragido.
- Carlos Alberto dos Santos, foragido.
- Vagner Antonio de Jesus, foragido.
- Pedro Henrique dos Santos, preso.
- Luiz Fernando de Jesus Santos B, preso.
- Bruno Serri Cavalcante, preso.
- Arthur Folli Rocha, preso.
- Izaque de Oliveira Moreira, preso.
Relembre o caso
Alice foi morta no fim da tarde de um domingo, em 24 de agosto, quando voltava da praia com os pais. A mãe da menina estava grávida de oito meses.
O carro da família foi atingido por vários disparos de arma de fogo, e um dos tiros atingiu a criança na cabeça. Na ocasião, a mãe ficou ferida na testa e o pai foi atingido de raspão nas costas.
O crime ocorreu em meio a uma série de ataques na região, relacionados à disputa pelo tráfico de drogas entre o TCP e o PCV.
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