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Apartamento de luxo era usado como base para vender pacotes piratas de TV

Criminosos vendiam pacote de serviço que prometia todos os canais de televisão fechados por R$40

Jaciele Simoura, do jornal A Tribuna | 22/06/2022 13:45 h

Através de um site pirata na internet, criminosos vendiam um pacote de serviço que prometia todos os canais de televisão fechados por um preço de R$ 40. Um dos locais usados pelos criminosos para mexer no site foi encontrado em Itapuã, em Vila Velha.

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- |  Foto: Divulgação/Polícia Civil
  

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), realizou a Operação 404.4 na terça-feira. A ação, em âmbito nacional, tinha objetivo de reprimir crimes praticados contra a propriedade intelectual na Internet (pirataria). 

No Estado foi cumprido no apartamento de luxo de Vila Velha um mandado de busca e apreensão, bloqueio e/ou suspensão de sites e aplicativos de streaming ilegal de conteúdo, desindexação de conteúdo em mecanismos de busca e remoção de perfis e páginas em redes sociais.

De acordo com o titular da DRCC, delegado Brenno Andrade, a polícia procurava um jovem de 24 anos, apontado como o responsável pelo site no Estado. Inicialmente, eles foram a casa de familiares do jovem em outro bairro de Vila Velha, mas descobriram que ele havia se mudado há três meses.

“Os parentes se recusaram a nos falar o novo endereço e somente depois de muita insistência, nos informaram. No entanto, algum familiar avisou ao jovem sobre a busca, pois ao chegarmos no apartamento ele não estava mais lá e nas câmeras de segurança, aparece ele fugindo com outros dois rapazes”, contou o delegado.

No apartamento, a polícia encontrou computadores, monitores e bonés com a logomarca da empresa. 

Ainda segundo o delegado, canais que são vendidos por operadoras por aproximadamente R$ 200, eram comercializados abertamente pelos criminosos por um valor R$ 40.

“Além do crime, também é um risco a quem assinava esses pacotes, pois eles estavam fornecendo a criminosos seus dados pessoais”, afirmou. 

A ação integrada no combate à pirataria online foi realizada com a colaboração das embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido no Brasil, Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil, além da cooperação de associações de proteção da propriedade intelectual no Brasil.

As polícias civis de 11 estados realizaram buscas e apreensões, além do bloqueio de sites e aplicativos. As investigações continuam para encontrar outros membros desses grupos criminosos.

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