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Polícia suspeita que menina de 5 anos morta pelo padrasto foi estuprada

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Polícia suspeita que menina de 5 anos morta pelo padrasto foi estuprada


Ághata Vitória Godinho tinha 5 anos (Foto: Acervo da família)
Ághata Vitória Godinho tinha 5 anos (Foto: Acervo da família)
A polícia suspeita que a menina Ághata Vitória Godinho, 5 anos, morta com sinais de espancamento em Cidade Nova da Serra, na Serra, foi estuprada. O acusado dos crimes é o padrasto Elisnai Borges Eloy, que está preso preventivamente no Centro de Triagem de Viana.

No Termo da Audiência de Custódia, a juíza Raquel de Almeida Valinho escreveu que “para sanar a causa da morte da vítima, os policiais se deslocaram ao Departamento Médico Legal (DML) e conversaram com o médico legista, tendo este afirmado que a criança foi espancada até a morte, havendo, ainda, a suspeita da criança ter sido violentada, o que poderia ser confirmado apenas após exames complementares”.

A mãe da criança contou que saiu de casa por volta das 14 horas de segunda-feira (19) para uma aula na autoescola e deixou a menina aos cuidados do padrasto.

Quando estava voltando para casa, a mulher recebeu uma ligação da irmã, que mora no mesmo quintal e informou que a menina estava desacordada.

Ao chegar em casa, a mulher encontrou a filha deitada na cama e constatou que ela não respondia. Como o bairro é próximo da BR-101, a mãe buscou ajuda para levar a menina até um posto da concessionária Eco-101. No local, a criança foi atendida por socorristas, que tentaram reanimá-la durante quase duas horas, mas sem sucesso.

Durante o atendimento, a equipe observou que a menina tinha hematomas na cabeça, na barriga e nas mãos e acionou a Polícia Militar.

Instantes depois, o padrasto da criança chegou ao local e foi questionado sobre o que teria acontecido. O homem respondeu que a menina passou mal depois de almoçar, vomitou e, depois, pediu para deitar para descansar. Ele afirmou que, por volta das 16h30, percebeu que a criança estava desacordada e chamou a tia da menina para socorrê-la.

A magistrada converteu a prisão do acusado em preventiva com os argumentos de que “uma vez este em liberdade poderá voltar a cometer atos da mesma natureza, intimidar testemunhas e se evadir do distrito de culpa”.

O padrasto não tem passagem pela polícia, de acordo com o termo.
 

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