As estratégias de lojas, bares e restaurantes para driblar a falta de mão de obra
Aumento de salários, horários mais flexíveis, e contratações de trabalhadores sem experiência estão entre as alternativas
Lojas, bares e restaurantes estão adotando novas estratégias para contratação de funcionários, com o objetivo de lidar com a falta de mão de obra.
Profissionais sem experiência, idosos e jovens adultos se tornaram um público atrativo para as empresas. Além disso, aumento de salários e horários mais flexíveis, por exemplo, estão sendo adotados pelos empresários do Estado neste período de verão.
A presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) de Vila Velha, Glenda Amaral, comenta que a escassez de mão de obra, embora não seja apenas no comércio, é vista como um desafio atual pelos lojistas em vários tipos de funções, cargos e trabalhos.
“Quando a gente fala do comércio, há ações como aumento do valor do comissionamento, melhor remuneração, oferta de benefícios não obrigatórios — como alimentação —, horário mais flexível e contratação de pessoas mais velhas ou muito jovens”, relata.
Essa realidade também é vista no setor de bares, restaurantes e similares. Em um período de crescimento da demanda, devido ao período de verão e da circulação de turistas, os estabelecimentos estão precisando subir a remuneração para atrair funcionários.
“As condições do setor são muito boas em termos salariais e de benefícios, mas é claro que as empresas acabam melhorando ainda mais para tentar atrair profissionais. A escassez, porém, sempre tem sido um desafio”, diz o presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes e Similares (Sindbares-ES), Rodrigo Vervloet.
Outra solução, segundo ele, tem sido otimizar a operação para depender de menos mão de obra, além de “tentar ser criativo” e buscar nichos realmente interessados em fazer parte do setor.
“Pessoas que gostem de lidar com o segmento e com o público. Trata-se de um setor que remunera relativamente bem e oferece chances de crescimento”, conta.
De acordo com dados regionais, o Espírito Santo lidera o crescimento nacional em serviços voltados ao lazer e alimentação fora do lar, com uma alta de 13,5% em um ano, impulsionada pelo turismo, gastronomia local e busca por experiências.
No último trimestre de 2025, o setor abriu mais de 700 postos de trabalho em todo o Estado.
Empresários demonstram otimismo para o ano, mas também reconhecem desafios como inflação, altas nos custos de insumos e manutenção dos empregos.
Contratações
Para lidar com a falta de mão de obra, a Papelaria Rainha, no centro de Vila Velha, passou a contratar profissionais sem experiência. Uma delas é a repositora Maysa Oliveira Lima, 18, que passou a trabalhar no local há apenas um mês.
Além dela, uma funcionária de mais de 60 anos foi contratada recentemente. “Enxergamos esse movimento como uma oportunidade de formação”, comenta o empresário João Carlos de Ângelo, 64.
Saiba mais
Pagamento de benefícios não obrigatórios
Escassez de mão de obra
Lojas, bares e restaurantes estão revendo suas estratégias de contratação para enfrentarem a falta de trabalhadores.
O cenário afeta diferentes funções e níveis de experiência, tornando a busca por profissionais um dos principais desafios do setor. Para manter as operações, empresários têm ampliado o perfil dos candidatos e ajustado condições de trabalho.
Novos perfis
Pessoas sem experiência, idosos e jovens adultos passaram a ser vistos como públicos estratégicos.
As empresas oferecem oportunidades de inserção no mercado, apostando em capacitação interna e maior flexibilidade. A medida amplia o acesso ao emprego e ajuda a reduzir vagas em aberto.
Medidas adotadas
Os lojistas têm investido em aumento de comissões, melhora salarial, benefícios não obrigatórios, como alimentação, e horários mais flexíveis.
A contratação de profissionais mais velhos ou muito jovens também se tornou comum.
Pressão no setor
No segmento de alimentação, a alta demanda do verão e o aumento do turismo intensificam a disputa por trabalhadores.
Apesar das boas condições salariais e de benefícios, a escassez segue como um desafio constante.
Crescimento e desafios
Dados regionais apontam que o Espírito Santo lidera o crescimento nacional em serviços de lazer e alimentação, com alta de 13,5% em um ano.
No último trimestre de 2025, foram abertas mais de 700 vagas. Empresários demonstram otimismo, mas citam inflação e custos como entraves.
Otimização das operações
Além das contratações, empresas têm investido na reorganização dos processos internos para reduzir a dependência de mão de obra.
A adoção de tecnologias, redistribuição de funções e ajustes operacionais permitem manter o nível de atendimento mesmo com equipes menores, aumentando a eficiência dos negócios.
Fontes: Sindbares-ES e Sindilojas Vila Velha.
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