Jovens compartilham trajetórias de sucesso em fórum no ES
III Fórum Educacional de Potencialidades do Amanhã reuniu 1.200 estudantes do ensino médio para troca de experiências
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Histórias reais, de escolhas, desafios e aprendizados construídos ao longo do caminho marcaram o III Fórum Educacional de Potencialidades do Amanhã, que reuniu 1.200 estudantes do ensino médio.
O evento, promovido pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), transformou o Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória, em um ambiente de troca, inspiração e construção de projetos de vida.
Entre os convidados para um bate-papo estavam o estudante Guilherme Reali, de 18 anos, aprovado em 12 universidades americanas, e Enzo Colodetti, de 19, que cursa o 5º período de Economia da Fucape, onde foi aprovado em 1º lugar.
Em comum, os dois jovens já estão no mercado de trabalho. No caso de Guilherme, ele revelou que terminou no ano passado o ensino médio na Escola Americana de Vitória. “Em junho, eu embarco para a Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, onde vou cursar Neurociência”.
Para os estudantes que estão em dúvida sobre a carreira, ele aconselha que os jovens explorem suas possibilidades, buscando informações sobre carreira, mercado e oportunidades, como bolsas de estudos. Ele enfatizou a importância também de sempre conversar com a família e professores para ajudar a ter mais clareza.
“Nesse processo é preciso entender que o mundo evolui constantemente. Então, cada vez menos as pessoas seguem a mesma área de atuação até o fim da vida. Os que escolhem aos 18 anos geralmente não é o que eles continuam a fazer por 50 anos”.
Em sua fala, Enzo relatou a insegurança inicial ao pensar sobre o futuro profissional. “Aos 14 anos, eu estava sem rumo. Nunca tive um caminho pré-definido ou claro do que faria, mas sentia vontade de empreender. Minha mãe dizia para deixar o tédio trabalhar por mim, porque eu era agitado. Foi lavando vasilha um dia que eu decidi pelo curso de Economia”, contou.
Segundo ele, viu que a Fucape tinha o curso mais bem avaliado do País, então colocou na cabeça que queria passar em 1º lugar para ter bolsa de 100%.
Foi ao ouvir um conselho da mãe, que ele conseguiu alcançar o objetivo: nunca feche portas.
“Eu fiz o vestibular da Fucape e passei em 3º lugar, mas não era o que queria. Minha mãe tinha pedido que eu fizesse o Enem, o que me ajudou, pois naquele ano a Fucape passou a aceitar a nota. Por isso, meu conselho é que as pessoas tenham objetivos ou um rumo, mas sem fechar portas. Isso possibilita outros caminhos”.
“Estudar é algo que nunca será perda de tempo”
Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas e constantes mudanças no mercado de trabalho, uma certeza permanece: investir em educação nunca é em vão.
A avaliação é do diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, que defende a formação contínua como base para ampliar oportunidades e construir trajetórias mais sólidas.
Lira foi mediador durante o Fórum Educacional de Potencialidades do Amanhã, do painel “Plantar e colher – Exemplos de empreendedores que constroem suas histórias com ambição a partir de uma execução disciplinada das suas atividades”.
Segundo ele, o mundo passa por um novo ciclo de inovação, marcado pelo avanço de tecnologias emergentes, que exige profissionais cada vez mais preparados e atualizados.
Nesse contexto, estudar deixa de ser apenas uma etapa da vida e passa a ser um processo permanente. “A educação nunca esgota a formação. Sempre há algo novo para aprender. Estudar é algo que nunca será perda de tempo”.
Ao longo da própria trajetória, Lira construiu um caminho marcado pela diversidade de conhecimentos, com formações em áreas distintas e complementares.
Para ele, a busca por aprendizado não significa, necessariamente, seguir carreira acadêmica, mas sim ampliar repertório e abrir possibilidades, inclusive para empreender.
Ele também chama atenção para a ideia, cada vez mais difundida entre jovens, de que é possível alcançar sucesso sem investir nos estudos formais.
Embora reconheça que existam casos de pessoas que inovaram fora do ambiente acadêmico, Lira ressalta que essas histórias são exceções, e não regra.
O que eles dizem
Modelo
“O Fórum Educacional de Potencialidades do Amanhã está em sua terceira edição e já está servindo de modelo para outras instituições pelo País. Isso mostra a força e a relevância dessa iniciativa”.
Potencialidades
“Este é um evento em que trazemos as potencialidades educacionais e profissionais para os alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares”.
Transição
“O ensino médio é um período de transição entre a adolescência e a fase adulta. É momento de dúvidas sobre qual o caminho seguir, por isso é importante orientar nossos jovens”.
Ajuste de rota
“Para os estudantes, digo que não tenham medo de arriscar. Há tempo para aprender com as decisões que vão tomar e, a partir daí, é possível ajustar a rota”.
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