Supermercados querem voltar a abrir aos domingos, diz Acaps
Falqueto, da Acaps, diz que tema volta à convenção de outubro, mas falta de mão de obra divide o setor e já trava expansão
Supermercados do Espírito Santo querem voltar a abrir aos domingos, mas esbarram na falta de mão de obra para sustentar a operação.
A Associação Capixaba dos Supermercadistas (Acaps), inclusive, encara a reabertura como uma “possibilidade” a ser discutida pelo setor, afirma o presidente da associação, João Falqueto.
O fechamento foi definido em novembro de 2025, por convenção coletiva, com o aval tanto dos trabalhadores quanto dos empresários do setor. Agora, uma nova convenção definida para 31 de outubro deve revisitar o tema para decidir se permanecem ou não fechados.
Segundo Falqueto, a discussão está acontecendo de forma inicial, com algumas conversas já adiantadas dentro da federação. “O que é certo é que até 25 de outubro não abre. Daí para frente ainda vai ser definido”, comenta.
O empresário Wilian Carone, do Grupo Carone, é um dos que desejam poder reabrir aos domingos. A falta de pessoas para trabalhar, no entanto, é a grande preocupação.
“Não dá para formar o quadro com a loja aberta todos os dias. E os atestados médicos, os que a gente sabe que não representam a realidade, vêm comprometendo demais (a operação). Mas somos obrigados a aceitar”, comenta o CEO.
Ele cita como exemplo a loja de Jardim da Penha, onde são necessários 20 operadores de caixa. “Chega no domingo, aparecem 12 operadores. O que acontece é que vamos atender mal o cliente”, destaca.
A ausência de mão de obra também afeta a operação do Supermercado São José, que teve investimentos em ampliação descontinuados pela incerteza sobre a possibilidade de operar, comenta o proprietário, José Henrique Neffa. Para ele, não há condição de reabrir aos domingos.
“Se está faltando mão de obra de segunda a sábado, como vou conseguir abrir aos domingos? O serviço já está impactado. Antigamente, o nosso processo seletivo você abria, via vários currículos, fazia seleção, dava treinamento. Hoje você não consegue nem os currículos para abrir a loja”, relata.
Neffa conta que o plano de expansão, que estava previsto para ocorrer na Grande Vitória, foi descontinuado por não ter gente para administrar. “Até eu, minha mulher e meu filho estamos fazendo a parte braçal, que a gente nunca fez. Porque não tem pessoal. Está muito difícil”, comenta.
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