Negócio de família: paixão pelo café passado de mãe para filha
Camila Vivacqua herdou da mãe, Dona Andréa, o amor pelos grãos e transformou o negócio em alcance internacional
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Na cidade de Brejetuba, a Fazenda Marapé preserva uma tradição que atravessa gerações. Camila Vivacqua, de 28 anos, gestora há uma década das marcas Café Especial Chiara e Café Tradicional Marapé, herdou da mãe, Dona Andréa, de 59 anos, a paixão pelos grãos e transformou essa herança em um negócio promissor.
Determinada a valorizar a produção cafeeira da família — que Dona Andréa herdou dos pais e administrou sozinha por mais de 25 anos —, Camila decidiu investir em cafés especiais e enfrentou desafios, como a concorrência no mercado interno, a adequação das embalagens para exportação, as exigências de certificação e a complexidade da legislação de cada país.
“O caminho não é tão simples quanto parece. É preciso atenção a cada detalhe, desde a tributação até os padrões exigidos para as embalagens. Muitos produtores desconhecem essas exigências. Esse desenvolvimento não acontece por acaso. O governo do Estado tem sido um parceiro fundamental nesse processo, com iniciativas como o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura do Espírito Santo”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Camila seguiu firme. Com dedicação e busca constante por conhecimento, vem expandindo seus negócios para a Europa e os Estados Unidos, onde pretende comercializar café torrado.
“Acreditamos no potencial da indústria de café torrado no Espírito Santo. Queremos valorizar o trabalho dos produtores locais e mostrar ao mundo a qualidade do nosso café”, acrescentou.
A produtora destacou a importância da infraestrutura oferecida pelo governo para impulsionar as regiões produtoras e fortalecer os negócios. Como parte da estratégia de expansão, Camila apresentará seus produtos na feira “Summer Fancy Food”, nos EUA, em junho, com apoio da ApexBrasil.
A trajetória de Camila e Dona Andréa reflete o bom momento do café capixaba no mercado internacional. De acordo com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o volume de café exportado para a União Europeia saltou de 1,6 milhão de sacas, em 2023, para cerca de 4,1 milhões, no ano passado.
“Esse aumento é resultado de uma combinação favorável de fatores internos e externos”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
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