GWM diz quais profissionais vai contratar para fábrica em Aracruz
Executivo afirma que avanço da eletrificação aumenta demanda por especialistas em eletrônica, softwares e sistemas de baterias
A cerimônia que marcou o lançamento da fábrica da GWM (Great Wall Motor), realizada nesta terça-feira (30), em Aracruz, no Norte do Estado, às margens da ES-257, consolidou a chegada da montadora ao Espírito Santo e a inserção do Estado na cadeia global da indústria automotiva.
Além de oficializar o empreendimento, executivos da GWM revelaram as primeiras informações sobre o perfil dos profissionais que serão necessários para a unidade, que irá abrir cerca de 9 mil empregos diretos.
À reportagem, o diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, informou que a futura fábrica no Estado deverá abrir oportunidades para profissionais de diferentes níveis de qualificação, desde trabalhadores do chão de fábrica até engenheiros especializados em eletrônica e sistemas elétricos.
“Vamos precisar desde profissionais para o chão de fábrica, que atuarão em operações de montagem, controle de qualidade e processos produtivos, até pessoas altamente capacitadas para trabalhar com eletrônica, engenharia elétrica e sistemas de baterias de alta voltagem. A indústria automobilística mudou muito com os veículos eletrificados”, ressaltou.
Ricardo Bastos explica que, embora existam vagas para funções operacionais, a tendência é que a maior parte dos postos exija algum nível de capacitação técnica.
“Vamos buscar profissionais em universidades, escolas técnicas, Senai e também pessoas que tenham interesse em se qualificar. Precisaremos de gente preparada em diferentes áreas”, avisou, ao ressaltar que a automação substituiu parte das atividades mais pesadas da indústria, mas criou novas oportunidades ligadas à tecnologia.
“Operações como estampagem e soldagem são hoje amplamente automatizadas por robôs. Em compensação, aumentou muito a necessidade de profissionais para montagem de componentes eletrônicos, controle de qualidade e integração de sistemas.”
Ele observa que os veículos atuais concentram uma quantidade crescente de tecnologia embarcada: “Hoje um para-choque não é apenas uma peça de plástico. Ele reúne sensores, módulos eletrônicos e diversos sistemas. Retrovisores, bancos, teto solar, comandos por voz e funções controladas pelo celular exigem profissionais preparados para trabalhar com essa tecnologia.”
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