ES terá nova indústria para produção de mel com investimento de R$ 1 milhão
Empreendimento de R$ 1 milhão começa a operar em outubro, em São Domingos do Norte, e já negocia com mais de 20 produtores
Um investimento de R$ 1 milhão vai colocar em operação, em São Domingos do Norte, uma indústria para beneficiar o mel produzido no Espírito Santo e também no Sul da Bahia e no Norte de Minas Gerais.
A previsão é que a fábrica conclua as certificações necessárias e comece a funcionar em outubro deste ano. Mais de 20 produtores já estão negociando para utilizar a estrutura, segundo o proprietário do empreendimento, o apicultor Juliano Cordeiro, conhecido como Juliano “Abelha”.
A indústria poderá receber o produto em diferentes etapas. Segundo Cordeiro, o apicultor poderá levar a própria melgueira ou transportar o mel em baldes. A estrutura terá espaços para recepção de melgueiras, baldes e embalagens, além de áreas de extração, envase e rotulação.
O local também contará com laboratório e, segundo Cordeiro, terá atividades de pesquisa e desenvolvimento ligadas à apicultura e à meliponicultura. “Lá a gente vai ter uma análise muito importante. Inclusive, a indústria vai ser um centro de pesquisa em desenvolvimento de apicultura e meliponicultura”, afirma.
Uma das principais apostas de Cordeiro é o mel produzido a partir da florada do café conilon. Segundo ele, o produto tem aromas específicos e sabor que lembra o abacaxi. O apicultor também pretende trabalhar para conseguir uma Indicação Geográfica (IG) para esse tipo de mel.
“É o nosso maior objetivo. Inclusive queremos trabalhar para conseguir a Indicação Geográfica desse mel. Isso traz a predominância e a valorização do produto”, diz.
Cordeiro afirma que a indústria terá estrutura para exportação, mas que o foco estará no mercado interno. Segundo ele, a estrutura conseguirá beneficiar, em grande escala, todo o mel produzido no Espírito Santo.
“Nossa estrutura hoje consegue beneficiar todo o mel produzido dentro do Estado, em grande escala. Temos um trabalho para desenvolver dentro do mercado interno, que é mais lucrativo do que exportar hoje o mel”, afirma.
Além da indústria, Cordeiro planeja criar, em 2027, um instituto para permitir pesquisas acadêmicas em apicultura.
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