X

Olá! Você atingiu o número máximo de leituras de nossas matérias especiais.

Para ganhar 90 dias de acesso gratuito para ler nosso conteúdo premium, basta preencher os campos abaixo.

Já possui conta?

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

Economia

Deduções do Imposto de Renda lideram motivos de malha fina em 2023

Segundo dados da Receita Federal divulgados nesta sexta-feira (22), 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina, o que representa 3,1% do total


Seis em cada dez contribuintes que caíram na malha fina do Imposto de Renda 2023 tiveram a declaração retida por falhas nas deduções. Os erros podem envolver tentativa de deduzir despesas não permitidas por lei, divergência de valores entre paciente e médico ou falta de comprovação do gasto.

Segundo dados da Receita Federal divulgados nesta sexta-feira (22), 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina, o que representa 3,1% do total.

Dentre os principais motivos estão deduções erradas, omissão de rendimentos e diferença entre o imposto declarado pelo contribuinte e o informado pela fonte pagadora, entre outros.

Entre março e setembro deste ano, a Receita recebeu 43,5 milhões de declarações do Imposto de Renda 2023, ano-base 2022. Do total de declarações retidas na malha, 955 mil têm imposto a receber, 386 mil têm imposto a pagar e 26 mil têm resultado zero, ou seja, entre não há IR a restituir nem a pagar.

Do total das declarações na malha fina, 58,1% estão ligadas a deduções falhas, sendo que as despesas médicas o principal motivo. São 42,3% de erros ao tentar deduzir gastos médicos. Neste caso, o contribuinte pode ter tentado obter desconto ao declarar despesas não permitidas em lei ou não ter como comprovar o gasto.

No Imposto de Renda, é possível deduzir gastos com médicos, clínicas, hospitais e planos de saúde. No entanto, é preciso ter recibo ou nota fiscal, além de comprovante de pagamento, como a fatura do cartão de crédito ou o cheque usado para pagar, entre outros.

Outra questão é que o médico ou a empresa precisa enviar os dados corretamente ao fisco. No caso dos planos de saúde, eles são obrigados a enviar a Dmed (Declaração de Serviços Médicos e de Saúde). Além disso, o contribuinte precisa ter o informe de rendimentos para saber os valores que poderá declarar e consequentemente, deduzir.

Há ainda falhas quando o cidadão tenta desconto ao deduzir despesas como vacina, remédios, próteses, órteses. Vacinas, por exemplo, não são dedutíveis. Remédios só são deduzidos se estiverem na conta do hospital ou clínica.

O mesmo vale para órteses e próteses, por exemplo. Neste dois últimos casos, se não integrarem a conta, precisam de receita, exames, laudos e comprovação do gasto.

O segundo motivo, com 27, 6%, é a omissão de rendimentos, que, até o ano passado, liderava a lista da malha fina. Em geral, contribuintes esquecem de declarar ganhos com bicos realizados durante o ano ou mesmo declaram dependentes com renda e não informam os valores ao fisco.

Outra falha, que é o terceiro motivo e corresponde a 10% das declarações retidas em malha, é a divergência entre os valores do Imposto de Renda retido na fonte entre o que foi informado pelo contribuinte pessoa física e pela empresa que reteve o valor.

Por último, representando 4,3% dos motivos de malha estão deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados e divergência entre os valores declarados de carnê-leão e imposto complementar e os valores efetivamente pagos.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

COMO SABER SE CAÍ NA MALHA FINA?

Para saber se caiu na malha, o contribuinte deve consultar o extrato da declaração, no Portal e-CAC, ver se há erro e corrigi-lo o quanto antes para receber os valores. Se cometeu erro, só recebe os valores ao corrigi-lo. Além disso, irá para o fim da fila de pagamentos.

A Receita paga, na semana que vem, o último lote do IR deste ano. Depois, haverá lotes residuais, mas sem calendários específicos de pagamento.

Ao entrar no e-CAC, o contribuinte deve acessar "Meu Imposto de Renda", do lado esquerdo da tela, em "Serviços em Destaque". Na página seguinte, aparecerão todas as declarações enviadas. Na 2023, se houver erro, haverá a informação de que há pendência de malha.

Do lado direito, em "Serviços do IRPF", o consumidor poderá clicar em "Pendências de Malha". Lá, será informada a falha na declaração, que deverá ser corrigida pelo contribuinte ao enviar uma declaração retificadora.

Quem está com tudo em dia verá a mensagem "Em fila de restituição". Segundo a Receita Federal, isso significa que o IR está correto. Quando a declaração está com o status 'Em Fila de Restituição' não há mais nenhuma pendência. Quando o dinheiro for pago, será informado que a declaração foi "Processada".

COMO SAIR DA MALHA FINA?
A retificação do IR pode ser feita no programa gerador do Imposto de Renda no computador, no aplicativo Meu Imposto de Renda ou no e-CAC. A principal dica da Receita Federal para quem vai retificar é não se esquecer de usar o programa do ano da declaração que precisa ser corrigida, neste caso, o de 2023.

Caso faça a retificação pelo e-CAC ou no celular, não esqueça de selecionar o ano correto. O contribuinte deve ir até a ficha ou as fichas com erro e inserir as informações corretas. Caso faça a correção, mas não sai da malha fina, terá de esperar o ano seguinte para apresentar os documentos que comprovam as informações declaradas.

Dentre os principais motivos que levam à malha fina estão erros nos rendimentos tributáveis recebidos, como salários, por exemplo, além de omissão dos rendimentos dos dependentes. Gastos com saúde e previdência privada também integram a lista dos campeões de falhas.

VEJA O QUE FAZER:
Abra o programa do Imposto de Renda em seu computador
Há duas opções para retificar: no "R", à esquerda, ou clicando duas vezes sobre a declaração que foi enviada.

Em "Identificação do contribuinte", à esquerda, não esqueça de informar que se trata de uma declaração retificadora e insira o número do recibo do IR original

Corrija as informações que forem necessárias nas fichas onde cometeu erros
Clique em "Verificar pendências" no menu à esquerda, ou acima, em um símbolo de checagem verde

Pendências vermelhas impedem o envio da declaração; as amarelas, não; corrija o que for necessário e vá em "Entregar declaração", à esquerda ou acima (globo terrestre com seta laranja)

Informe os dados solicitados, como a conta bancária onde irá receber a restituição ou o Pix, e transmita a declaração
Depois, grave e/ou imprima o IR e o recibo de entrega

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Leia os termos de uso

SUGERIMOS PARA VOCÊ: