Conselho de Economia: fechamento de supermercados pode aumentar demanda nas feiras
Medida pode impulsionar feiras livres e pequenos produtores locais
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Além das empresas familiares, as lojas autônomas, nas quais o cliente realiza o autoatendimento, e as feiras livres devem sentir um aumento na demanda aos domingos, a partir do dia 1º de março.
Para o economista Ricardo Paixão, que é presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), as feiras livres já possuem uma lógica de funcionamento dominical bastante consolidada e podem se beneficiar do redirecionamento do consumo, principalmente de alimentos frescos como verduras, legumes e frutas.
“Para muitos consumidores, a feira deixa de ser apenas uma opção cultural e passa a ser uma alternativa prática diante da restrição dos supermercados”, explica.
O economista Marcelo Loyola Fraga, diretor geral da Faculdade Capixaba de Negócios (Facan), também vislumbra que as feiras livres terão aumento de movimento aos domingos.
“Elas já fazem parte do hábito de consumo desse dia da semana e, com menos opções no varejo formal, passam a ser ainda mais atrativas, principalmente para alimentos frescos. Isso pode fortalecer a economia local, beneficiando pequenos produtores, feirantes e comerciantes informais”.
Sobre o fechamento aos domingos, ele disse que para a economia com um todo, a medida não é claramente positiva nem totalmente negativa.
“Por um lado, pode melhorar condições de trabalho e reduzir custos operacionais das grandes redes. Por outro, não elimina o consumo, apenas o redistribui no tempo e entre diferentes agentes econômicos”.
Já o superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, acredita que os consumidores irão se adequar ao fechamento aos domingos e adiantar as compras durante a semana e aos sábados.
Ele também lembrou que o fechamento dos supermercados aos domingos será adotado em caráter experimental até o dia 31 de outubro de 2026.
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