Por que os bancos estão adotando o modelo multi-cloud?
Bancos ampliam uso de multi-cloud para reforçar segurança e inovação
Tasso Lugon
Tasso Lugon é CEO da Banestes DTVM e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.
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Durante décadas, bancos mantiveram suas operações dentro de casa, em grandes centros de processamento próprios. Era o modelo tradicional: servidores físicos, sistemas fechados e controle total da infraestrutura. Funcionava, mas tinha um limite claro; crescer e inovar era mais lento e caro.
Nos últimos anos, esse cenário mudou. A migração para a nuvem deixou de ser tendência e virou estratégia. E dentro desse movimento, um conceito ganhou força: o multi-cloud, que significa usar mais de um provedor de nuvem ao mesmo tempo.
Os números mostram o tamanho dessa transformação. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte, aponta que os bancos brasileiros projetaram investir
R$ 3,13 bilhões em migração para cloud em 2025, alta de 59% em relação ao ano anterior. A cloud privada saltou de R$ 118 milhões para R$ 725 milhões. Já a cloud pública deve atingir R$ 2,4 bilhões.
Segundo o levantamento, 89% dos bancos pretendem aumentar investimentos em nuvem. A razão é simples: é na nuvem que rodam soluções de inteligência artificial, análise avançada de dados, detecção de fraudes e processamento em tempo real.
Mas por que usar vários provedores e não apenas um? A resposta está no risco da dependência. Em outubro de 2025, uma grande interrupção nos serviços da Amazon Web Services afetou aplicativos financeiros no mundo todo. Sistemas de pagamento, carteiras digitais e plataformas bancárias sofreram instabilidades. O episódio reforçou uma lição importante: disponibilidade não é opcional no setor financeiro.
Hoje, segundo dados divulgados no Febraban Tech, cerca de 80% das instituições financeiras já utilizam estratégias multi-cloud. Ao distribuir sistemas entre diferentes provedores, os bancos reduzem o risco de paralisação total, ganham poder de negociação e podem escolher a melhor tecnologia para cada tipo de serviço.
A estratégia também permite otimizar custos. Cada empresa de nuvem tem modelos de preço diferentes. Ao dividir operações, é possível direcionar cada processamento para a opção mais eficiente financeiramente.
Mas não é simples. Gerenciar múltiplas plataformas exige equipes especializadas, monitoramento constante e políticas rígidas de segurança. A integração entre sistemas distintos é complexa e qualquer falha pode abrir brechas para ataques ou problemas regulatórios.
Ainda assim, o movimento parece irreversível. O mercado global de soluções em cloud para o setor financeiro movimentou US$ 32,8 bilhões em 2024 e deve crescer mais de 22% ao ano até 2034, segundo a Global Market Insights.
No Brasil, onde o sistema bancário já é referência em inovação com Pix e Open Finance, o multi-cloud surge como mais um passo na corrida por eficiência e segurança.
No fim das contas, a nuvem deixou de ser apenas tecnologia. Virou estratégia de sobrevivência e competitividade. E, para os bancos, diversificar pode ser a diferença entre crescer ou ficar vulnerável em um mundo cada vez mais digital.
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