O capixaba já move o próprio turismo
Já movemos a economia do turismo com gente da própria casa, sem esperar o turista de fora chegar primeiro
Marcus e Matheus Magalhães
Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro
Siga o Tribuna Online no Google
Sábado de manhã, a serra de Domingos Martins recebia friagem e fila de carro subindo a rodovia. Passamos o feriadão lá, no Sesc de Domingos Martins, e o hotel estava cheio.
No mesmo fim de semana, a Praia d'Ulé, em Guarapari, recebia surfistas e público para a etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe, a segunda edição da WSL no Espírito Santo em menos de um ano. A primeira, em novembro passado, levou mais de 30 mil pessoas à mesma praia.
Vimos o Espírito Santo girar em duas direções ao mesmo tempo, movido por gente de dentro do próprio estado. O que esse fim de semana nos mostrou foi um instinto que já existe entre nós: o de ocupar o próprio estado, algo que vale a celebração.
Comércio, hotelaria, restaurante e serviço giraram em Domingos Martins e em Guarapari ao mesmo tempo, sustentados pelo capixaba que decidiu ficar e aproveitar o que tem por aqui.
Já movemos a economia do turismo com gente da própria casa, sem esperar o turista de fora chegar primeiro. Isso gera muito mais do que força, uma pousada cheia e cidade movimentada é sinal de negócio saudável o ano inteiro, não só nas altas temporadas.
Para trazer ainda mais força nesse cenário, em outubro o Aeroporto de Vitória decola seu primeiro voo internacional de passageiros: ligação direta com Buenos Aires, operada pela Gol e comercializada em pacote experimental pela CVC.
A Argentina é a maior origem de turistas estrangeiros do Brasil, com mais de 3 milhões de visitantes por ano, e chega pra somar a um movimento que o próprio capixaba já sustenta.
O turista argentino vem se juntar a uma economia que a serra e o litoral já provam que funciona por conta própria, feriado após feriado. Turismo vive de ocupação constante, e é exatamente isso que precisamos construir.
Hotel, pousada e restaurante fecham conta mês a mês porque recebem gente da própria região toda semana.
Essa base sólida é o que torna o Espírito Santo pronto pra receber, com ainda mais força, quem vem de outro estado ou de outro País. A serra capixaba, aliás, já é prova viva disso, e nós, no café, conhecemos bem essa geografia.
Domingos Martins, Venda Nova, Santa Teresa e Marechal Floriano reúnem produção de café de altitude, colonização italiana e alemã, roça aberta a visita, mesa posta. É café colonial e agroturismo em pleno funcionamento, todo fim de semana, sustentado por quem mora aqui e volta sempre que pode.
É a mesma lógica que aplicamos no próprio café: quem bebe o produto que vende sabe defendê-lo melhor pra quem está do outro lado do balcão, seja ele de São Paulo ou de Buenos Aires.
O capixaba já sabe ocupar a própria terra, encher a serra e a praia no mesmo fim de semana, sustentar comércio e serviço com gente de casa. Essa confiança é a base sobre a qual o Espírito Santo agora amplia a rota, literalmente, para o mundo.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
VOZ DO CAFÉ, por Marcus e Matheus Magalhães
Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro
ACESSAR
VOZ DO CAFÉ,por Marcus e Matheus Magalhães
Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro
Marcus e Matheus Magalhães
Marcus e Matheus Magalhães são Analistas do Mercado Agro
PÁGINA DO AUTORVOZ DO CAFÉ
Coluna assinada por Marcus e Matheus Magalhães