Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

OLHARES COTIDIANOS

Quaresma: o desafio que não dá para cortar do cardápio

Ao trocar a renúncia de hábitos por uma mudança de atitude, relato mostra como evitar conflitos pode gerar reflexões e transformar relações

Sátina Pimenta | 02/04/2026, 13:00 h | Atualizado em 02/04/2026, 13:00
Olhares Cotidianos, por Sátina Pimenta

Sátina Pimenta

Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

          Imagem ilustrativa da imagem Quaresma: o desafio que não dá para cortar do cardápio
Sátina Pimenta é psicóloga clínica, advogada e professora universitária. |  Foto: Divulgação

A Quaresma está chegando ao fim — e eu sei, eu já falei sobre isso mil vezes. Mil vezes talvez seja demais, mas sim, já escrevi sobre significado, história, reflexão… tudo aquilo que a gente espera desse período. Só que, dessa vez, eu quis viver uma Quaresma diferente.

Normalmente, eu faço o clássico: tiro alguma coisa que eu gosto muito. Chocolate, cerveja, café. Em 2025, por exemplo, fiquei sem café. Sofri? Sofri. Mas cumpri. Era quase um combinado comigo mesma.

Só que esse ano eu inventei moda. Resolvi fazer uma Quaresma de comportamento. Sim, eu também achei ousado quando pensei.

Muito influenciada por essa ideia — que não é nova, diga-se de passagem — de que não adianta só parar de comer ou beber, mas olhar para a forma como a gente vive, como a gente fala, como a gente trata o outro… eu decidi: não vou brigar.

E aí eu pensei: danou-se!

Porque, sejamos honestos, não brigar é difícil. Muito mais difícil do que ficar sem chocolate. E, sendo bem sincera, talvez eu estivesse brigando mais do que deveria. Talvez… até gostando de brigar. Tipo eu gosto de chocolate! Olha que coisa triste de admitir — e eu só percebi isto escrevendo este artigo para vocês!

Agora você deve estar se perguntando: “ela conseguiu?”

Não sei. Hoje é segunda-feira. Estou escrevendo em plena segunda-feira e nem lembro direito quando acaba a Quaresma (que dia que é mesmo?). Mas, até agora… estou indo.

E algumas coisas foram, no mínimo, curiosas durante este período! Vou contar!

Primeiro: parecia que eu estava menos disposta a brigar — e, adivinha? Veio menos confusão. Ou será que a confusão sempre esteve ali e eu que puxava? Essa foi uma das melhores descobertas.

Segundo: tive uma perda material significativa, causada por outra pessoa. Em outro momento, eu teria surtado. Dessa vez, eu falei. Me posicionei. Disse exatamente o que senti — sem brigar. E a pessoa ouviu, pediu desculpa, tentou resolver. E… a gente não brigou. Simples assim.

Terceiro: entrei numa situação de conflito familiar — e quem já viveu sabe, não é igual mediação de manual de direito e tals. Eu estava lá, envolvida, nada imparcial. Mesmo assim, conduzi diferente. Pedi escuta, organizei as falas, falei com calma. E funcionou. Não perfeito, mas muito melhor do que seria.

E isso mexe com a gente. Porque, pela primeira vez, eu entendi que talvez a Quaresma não seja sobre o que a gente tira — mas sobre o que a gente transforma e o que ganhamos com isso!!

Não, eu não vou virar a pessoa zen que nunca briga. Não é real. Nem sou eu! Brigar também faz parte. Mas talvez eu pense mais antes. Talvez eu escolha melhor minhas batalhas.

Inclusive vi uma amiga postando sobre Domingo de Ramos e perguntei brincando: “Ju, já posso brigar com alguém?! “ Ela chorou de rir!

No fim das contas, parar de tomar café é difícil, mas parar de repetir quem a gente sempre foi… ahhh isso é outro nível.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Olhares Cotidianos, por Sátina Pimenta

Olhares Cotidianos, por Sátina Pimenta

Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

ACESSAR Mais sobre o autor
Olhares Cotidianos, por Sátina Pimenta

Olhares Cotidianos,por Sátina Pimenta

Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

Olhares Cotidianos, por Sátina Pimenta

Sátina Pimenta

Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

PÁGINA DO AUTOR

Olhares Cotidianos