Golpe da taxa de importação
Fraudadores simulam cobranças de tributos sobre encomendas internacionais para roubar dinheiro e dados pessoais das vítimas
Eduardo Pinheiro
Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.
Siga o Tribuna Online no Google
Quem costuma fazer compras pela internet, especialmente em sites internacionais, precisa redobrar a atenção. Um dos golpes digitais que mais crescem atualmente é o da falsa taxa de importação, uma fraude que utiliza o nome dos Correios e da Receita Federal para enganar consumidores e obter dinheiro de forma ilícita.
O golpe começa com uma mensagem enviada por e-mail, SMS ou aplicativo de mensagens. O texto informa que uma encomenda internacional está retida na alfândega e que existe uma taxa pendente para liberação do produto.
Para aumentar a credibilidade, os criminosos utilizam logotipos oficiais, linguagem formal e até informações pessoais da vítima, muitas vezes obtidas em vazamentos de dados.
A mensagem normalmente cria um senso de urgência. O consumidor é informado de que o objeto será devolvido ao país de origem ou descartado caso o pagamento não seja realizado dentro de um prazo curto. Assustadas com a possibilidade de perder a encomenda, muitas pessoas clicam no link enviado.
Ao acessar o endereço indicado, a vítima encontra uma página muito semelhante ao portal oficial dos Correios. Em alguns casos, o site exibe nome completo, CPF, data de nascimento e até um histórico fictício de rastreamento da encomenda.
Tudo é cuidadosamente elaborado para transmitir confiança. O próximo passo é a cobrança. O sistema apresenta supostos tributos de importação, taxas alfandegárias ou encargos de liberação. Em seguida, é disponibilizado um QR Code ou uma chave PIX para pagamento imediato.
O dinheiro, obviamente, não vai para os cofres públicos, mas diretamente para a conta dos golpistas. A boa notícia é que alguns sinais ajudam a identificar a fraude. O primeiro deles é verificar cuidadosamente o endereço do site. Criminosos costumam utilizar domínios parecidos com os oficiais, alterando apenas algumas letras ou acrescentando palavras para confundir o usuário.
Outro alerta importante é desconfiar de mensagens que exigem pagamento imediato ou utilizam tom ameaçador. Também é fundamental lembrar que consultas sobre importações devem ser realizadas diretamente nos canais oficiais, acessados manualmente pelo navegador ou por aplicativos legítimos.
Nunca clique em links recebidos por mensagens, mesmo que pareçam autênticos. Em tempos de golpes cada vez mais profissionais, a melhor defesa continua sendo a informação. Antes de realizar qualquer pagamento relacionado a uma encomenda, reserve alguns minutos para verificar a autenticidade da cobrança.
Essa simples atitude pode evitar prejuízos financeiros e proteger seus dados pessoais. No ambiente digital, a pressa é a principal aliada dos criminosos. Por isso, diante de qualquer cobrança inesperada, desconfie, confirme e somente depois tome uma decisão.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Mundo Digital, por Eduardo Pinheiro
Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.
ACESSAR
Mundo Digital,por Eduardo Pinheiro
Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.
Eduardo Pinheiro
Com formação em Direito e TI e Mestre em Políticas Públicas, Eduardo é pioneiro em segurança digital no Brasil. Fundou a Delegacia de Crimes Cibernéticos (2000) e o Programa de Proteção de Dados do Espírito Santo (2021). Especialista em LGPD e IA, é professor, palestrante e comentarista de tecnologia da TV Tribuna/BAND.
PÁGINA DO AUTORMundo Digital
A coluna Mundo Digital é uma coluna que informa e orienta sobre segurança, golpes, dados, IA e Direito Digital, conectando tecnologia aos impactos reais na vida das pessoas. Com foco educativo e preventivo, transforma temas complexos em orientações práticas e incentiva o uso ético, seguro e responsável do ambiente digital.