Carnaval de rua pode virar pesadelo financeiro em segundos
Folia com segurança: como proteger cartões e celulares dos golpes no Carnaval
Eduardo Pinheiro
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Estamos em pleno Carnaval. É tempo de alegria, música alta, encontros e ruas tomadas por multidões. Mas para que a diversão seja completa, é preciso lembrar que, junto com o confete e a serpentina, também circulam riscos. E dois dos principais alvos dos criminosos nesta época são os cartões bancários por aproximação e os aparelhos celulares.
Não é coincidência que os dias de folia concentrem os maiores índices de furtos e golpes envolvendo smartphones e meios de pagamento.
O cenário favorece a ação criminosa: grandes aglomerações, contato físico constante, uso de pochetes e bolsos externos, pessoas distraídas e, muitas vezes, o consumo de bebida alcoólica. Esse conjunto de fatores reduz a percepção de risco e aumenta a vulnerabilidade.
Um alvo recorrente é o cartão de banco com tecnologia por aproximação. A transmissão de dados via NFC permite que a comunicação ocorra a curtas distâncias — até cerca de 10 centímetros.
Em um bloco lotado ou próximo ao trio elétrico, essa distância é mais do que suficiente para que um golpista, portando uma maquininha escondida em bolsa ou mochila, tente realizar transações sem que a vítima perceba imediatamente.
Pequenos valores costumam ser escolhidos justamente para passar despercebidos no meio da festa.
Para reduzir o risco, a principal recomendação é utilizar capas de proteção RFID/NFC, que funcionam como uma blindagem contra leituras por aproximação.
Também é prudente desativar a função de pagamento por aproximação no aplicativo do banco durante os dias de folia, evitar guardar cartões em bolsos de fácil acesso, estabelecer limites baixos para transações e manter ativadas as notificações de movimentações financeiras em tempo real.
Outro objeto altamente visado é o celular. Além do valor comercial elevado, o aparelho carrega um patrimônio invisível: dados pessoais, aplicativos bancários, e-mails e redes sociais. Um único smartphone nas mãos erradas pode gerar prejuízos financeiros e danos à privacidade.
Proteger o celular exige camadas de segurança. A primeira é física: mantê-lo fora da vista e evitar bolsos externos ou mochilas facilmente acessíveis. A segunda é digital: utilizar senha forte ou biometria para bloquear o aparelho e proteger aplicativos sensíveis.
A terceira é preventiva: testar previamente os mecanismos de localização em caso de perda, furto ou roubo. Usuários de Android podem verificar se o recurso está ativo em android.com/find. Já quem utiliza iPhone deve acessar icloud.com/find.
Além dessas medidas, é recomendável ativar a verificação em duas etapas nas contas vinculadas ao aparelho e configurar um bloqueio automático de tela com poucos segundos de inatividade.
Carnaval é tempo de alegria, mas prevenção nunca sai de moda.
Informação é poder — e, na avenida da vida real, a melhor fantasia para proteger seu dinheiro e seus dados continua sendo a consciência digital.
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