Fé na dinastia
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
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Essa relação do Vasco com os centroavantes argentinos já é quase uma dinastia no clube. O recém-chegado Claudio Spinelli, de 29 anos, é o quinto a vestir a camisa cruz-maltina nas nove últimas temporadas. Sequência iniciada com Andrés Rios, em 2017, e consagrada pelo “pirata” Pablo Vegetti, entre 2023 e 25. Maxi López (2018 e 19) e Germán Cano (2020 e 21) fecham a lista. Com exceção de Maxi, que tinha uma história no River Plate e em clubes europeus, todos os outros na condição de aposta.
Spinelli, que estará à disposição de Fernando Diniz para a partida com o Bahia, esta noite, em São Januário, não tem o mesmo cartel de gols dos três mais recentes antecessores.
Mas leva vantagem por chegar ao Vasco com menos idade que Maxi (34), Cano (32) e Vegetti (35) - Rios chegou com 28 anos. Maxi, às voltas com o sobrepeso, fez onze gols em 38 jogos; Cano, a referência em dois anos difíceis, marcou 43 em 101; e Vegetti, com duas temporadas e meia de extrema eficiência nas bolas altas, balançou as redes 60 vezes em 141 partidas.
Apesar das saídas de Rayan e Vegetti, responsáveis por 47 dos 94 gols do Vasco em 2025, a reciclagem do elenco deixou um saldo aparentemente favorável a Fernando Diniz. Saldívia, ainda que não tenha deixado boa impressão; Cuiabano, Hinestroza, Rojas, Brenner e agora Spinelli renovaram o cardápio de opções.
O time agora não dependerá das bolas cruzadas sobre a área e terá um sistema mais próximo do jogo de Philipe Coutinho, “a” referência de qualidade e, queiram ou não, o ídolo do Vasco.
Resta ver se o técnico conseguirá transformar o grupo num coletivo competitivo. O jogo defensivo de Fernando Diniz não é confiável e talvez seja este o ponto frágil do time. A diretoria está em busca de um volante para fechar o quarteto de contenção com Barros, Thiago Mendes, e Tchê Tchê.
Mas só as vitórias darão a Diniz o tempo necessário para a maturação do trabalho. E não adianta o torcedor falar em continuidade porque é quase um recomeço: a ausência do gigante brigando pelas bolas altas muda toda dinâmica.
Este duelo com o Bahia e o jogo com o Volta Redonda, no sábado, pelas quartas do Estadual, ambos em São Januário, são vitais para a sequência do Vasco. A perda do titulo da Copa do Brasil, e os tropeços na Taça Guanabara arranharam o cristal. É hora de recuperar o brilho.
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