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Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
Ninguém dá ponto sem nó - já diziam os mais antigos. Ainda mais no mundo do negócios - acrescento. Ontem, o Flamengo anunciou que transmitirá gratuitamente, para fora do País, os seus jogos no Carioca através do canal por streaming, condição que, por ora, só o clube presidido por Luiz Eduardo Baptista, o BAP, conseguiu com os organizadores do campeonato. Vejam bem: não se trata das imagens dos jogos como mandante, senão todos os dez que o time vier a fazer na competição, se chegar à final.
Estes jogos se somam aos 19 que o Flamengo faz como mandante na Brasileiro, e o torcedor que no ano passado pagou US$ 99,90 pelo pacote ou US$ 14,90 por cada partida tenha acesso aos 29 sem precisar gastar um centavo sequer.
Objetivo? Crescer o cadastro de rubro-negros no exterior, aperfeiçoar processos de transmissão pela FlamengoTV, estreitar relação com parceiros e anabolizar a musculatura para o desafio de andar com as próprias pernas ao fim do contrato com a Libra, em dezembro de 2029.
Engenheiro civil e homem de negócios com boa parte de sua carreira dedicada ao audiovisual, o atual presidente do Flamengo mostra com isso porque aceitou trocar os R$ 27 milhões fixos que o clube recebia no contrato de cessão direitos dos jogos como mandante do Carioca pelo risco de só alcançar este valor se o time conquistar seu sexto título dos últimos oito disputados. Em parte, por saber que dificilmente deixará de estar na final. Depois, porque fará nos jogos do Estadual um laboratório para voos maiores.
O Flamengo não está preocupado com o dinheiro que pode ganhar hoje. Tampouco com o que deixa de faturar na venda de pacotes ao franquear as transmissões. Na verdade, o pensamento está no fortalecimento da unidade de negócio que, em curto ou médio prazo, injetará nos cofres do clube dinheiro ainda é incalculável.
Os investimentos na estrutura foram arrojados e a intenção, por ora, é minimizar o déficit na operação. Ou seja: conhecer melhor o seu público, desenvolver conteúdo de qualidade e aprender a operar.
Me assusta o fato de o Flamengo ter sido o único do Rio a lutar pela transmissão de seus jogos do Carioca para o exterior - mesmo sabendo que, no Brasileiro, Vasco, Botafogo e Fluminense cederam direitos internacionais às Ligas.
Não basta o bom time no campo. É preciso ter nos escritórios dos clubes quem saiba fazer dinheiro.
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