O fator de risco
Comentários sobre o futebol, os clubes e os craques do esporte mais popular do planeta
Gilmar Ferreira
Gilmar Ferreira é jornalista esportivo com passagem por veículos como O Dia, Jornal do Brasil, Lance! e Extra. Reconhecido por sua apuração e análises sobre futebol, foi também comentarista da Rádio Globo. Atualmente, é colunista do jornal Tribuna e do Tribuna Online, onde escreve sobre clubes, bastidores e o cenário do futebol brasileiro.
Os grandes clubes do Rio de Janeiro toparam o risco e vão mesmo disputar ao menos as primeiras rodadas do Estadual com formações alternativas. Os principais jogadores estão se reapresentando aos poucos e o mais provável é que os titulares só comecem aparecer a partir da terceira rodada, depois de duas semanas de treinos. E até aí, tudo bem. A questão é que como a fórmula de premiação do Carioca deste ano privilegia desempenho esportivo, periga ver um clube do bloco dos chamados pequenos superar Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo no dinheiro arrecadado - fato inédito na história recente do campeonato.
Simplesmente, porque a fórmula de distribuição do dinheiro pago pelos patrocinadores estabeleceu sempre cota fixa para os quatro grandes, com, no máximo, bônus pela conquista do título.
Como há 59 anos o título é conquistado por um dos quatro, sobram migalhas para serem repartidas entre os menores. Dessa vez, não: basta que um dos grandes tropece na fase de classificação às quartas de finais para haver a eliminação de um deles, passando ao menos um pequeno às semifinais.
Isso significará um desastre financeiro de até R$ 15,5 milhões na conta de um grande e incremento de, no mínimo, R$ 5,5 milhões na conta de um dos pequenos. Assim: são dois grupos com seis clubes que se cruzam em jogos só de ida.
Os oito classificados recebem R$ 1 milhão e se pegam na quartas: primeiro do A contra o quarto do B; segundo do A contra o terceiro do B, e assim vai até o quarto de um contra o primeiro do outro.
Presume-se que os dois grandes de cada grupo estarão nos primeiros lugares, evitando o cruzamento na fase seguinte, que vale ao vencedor do confronto os tais R$ 5,5 milhões por chegar à semifinal.
Lembrando que nos últimos três anos, pela fórmula dos pontos corridos, houve a presença de um pequeno entre os semifinalistas - com Nova Iguaçu e Flamengo na final edição de 2024.
Ou seja: corre-se o risco de Vasco, Botafogo ou Fluminense ficarem nos R$ 7,6 milhões e até mesmo o Flamengo parar nos R$ 11,5 milhões - cota fixa mais R$ 1 milhão da classificação. Ok: pode somar mais R$ 1 milhão de bônus pelo título da Taça Guanabara.
De qualquer forma, seria a primeira vez que um pequeno arrecadaria algo próximo dos quatro grandes. Portanto, é bom que os tais “times alternativos” se liguem na missão…
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