Equilíbrio emocional alonga o “pavio curto”
Crônicas e dicas do doutor João Evangelista, que compartilha sua grande experiência na área médica
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Ansiosa é a pessoa que acorda gritando e percebe que ainda não havia dormido. Entediado é o indivíduo que tem preguiça até de sofrer, querendo descansar antes de cansar-se.
Harmonia é a concordância entre a ansiedade e o tédio. A busca pela homeostase começa pelo pensamento, que é o ensaio da razão.
Comandado pelo sistema nervoso central, o ato de pensar não é algo abstrato, mas um processo biológico e energético, gerado por conexões e impulsos entre os neurônios.
Enquanto o sistema nervoso central controla as ações voluntárias e processa informações, o sistema nervoso autônomo regula as funções involuntárias.
O sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal. O sistema nervoso periférico, parte nervosa localizada fora do cérebro, é formado pelo sistema nervoso somático e pelo sistema nervoso autônomo, que opera sem controle consciente e voluntário.
O sistema nervoso simpático é uma parte do sistema nervoso autônomo que prepara o corpo para a ação, em momentos estressantes, elevando a taxa metabólica e envolvendo grande parte dos recursos do organismo para enfrentar a situação.
Este sistema é o que desencadeia as respostas de “luta ou fuga” para situações ameaçadoras, exigindo uma resposta imediata.
Alguns dos principais efeitos causados por sua ativação envolvem a liberação de adrenalina, o aumento da frequência cardíaca, a elevação da pressão arterial ao contrair os vasos sanguíneos, o aumento da glicose sanguínea, a diminuição dos movimentos peristálticos e a dilatação das pupilas para melhorar a visão.
E, ainda, o relaxamento dos brônquios para aumentar o fluxo de ar para os pulmões, a diminuição da secreção de saliva, o aumento da transpiração e a contração dos músculos pilomotores, gerando arrepios.
O sistema nervoso parassimpático age de maneira oposta ao simpático. Ambos se excluem, mas promovem o equilíbrio do corpo.
Um estado de excitação ou ativação constante, como os causados pelo sistema nervoso simpático não seria adaptativo para nenhum organismo; portanto, é necessário outro sistema para neutralizá-lo, quando apropriado.
Os nervos simpáticos estimulam, organizam e mobilizam recursos energéticos em situações de emergência; enquanto os nervos parassimpáticos agem conservando a energia.
Alterações simpáticas indicam ativação, enquanto as alterações parassimpáticas indicam repouso. Assim sendo, os sistemas nervosos simpático e parassimpático são antagônicos entre si.
Graças a convivência pacífica entre ambos, consegue-se manter o organismo equilibrado, capaz de se adaptar às circunstâncias existenciais.
Esses sistemas funcionam de forma involuntária, ou seja, o organismo não tem influência em sua ativação.
Ambos os sistemas são absolutamente necessários para a sobrevivência e adaptação às diversas circunstâncias que enfrentamos no dia a dia, caminhando entre o emocional torto e a racionalidade reta.
Muito fogo no pavio deixa a vida por um fio.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.