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Veja dicas de especialista para não cair em golpes na internet

Sites do Banco Central e de operadoras de telefone podem ser consultados para verificar uso de dados pessoais

Nathália Cerri Cantarela | 17/07/2022 06:29 h

Hackers que roubam dados e contas de internautas representaram o golpe mais aplicado no Brasil em 2021
Hackers que roubam dados e contas de internautas representaram o golpe mais aplicado no Brasil em 2021 |  Foto: A Tribuna
 

Sites de compras, redes sociais, aplicativos de banco. Diariamente, grande parte da população usa a internet e deixa por lá algo muito importante: seus dados pessoais. Nos sites, não é raro que números de documentos e outros dados sejam solicitados. Mas, e a segurança? Como se precaver para não sofrer golpes e ter surpresas com seus dados vazados?

Desde 2020 o brasileiro conta com uma lei específica para proteção de dados e da privacidade. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) veio para obrigar organizações a proteger dados que os usuários deixam nos sites. Mas, antes de ser colocada em prática, dados de cerca de 220 milhões de brasileiros já tinham sido vazados. 

Para o especialista em proteção de dados e colunista de A Tribuna Eduardo Pinheiro, a lei veio tarde. “Em janeiro de 2021 veio à tona que os dados de 220 milhões de brasileiros foram parar na mão de bandidos e são comercializados na deep web, então não tem nem muito o que fazer. O importante é estar bem informado”, aconselha.

Segundo ele, a pessoa pode verificar se seus dados já estão sendo usados para fraudes pesquisando em dois sites. “Tem o site do Banco Central, que a pessoa pode verificar se tem contas bancárias desconhecidas. Às vezes os criminosos criam contas bancárias com seu CPF. E existe também o site que é mantido pelas operadoras de telefonia móvel, que é o cadastropre.com.br, que você pode verificar ali se existe algum telefone pré-pago habilitado com seu CPF”, ensina.

A funcionária pública Nancy Idanez, de 42 anos, recebeu um link falso para resgate de dinheiro em um grupo de WhatsApp.
A funcionária pública Nancy Idanez, de 42 anos, recebeu um link falso para resgate de dinheiro em um grupo de WhatsApp. |  Foto: Acervo Pessoal
 

Um tipo de golpe se tornou muito comum nos últimos tempos: criminosos se passam por outras pessoas nas redes sociais com objetivo de pedir transferências de dinheiro.

Pelo Instagram, o golpe começa quando eles hackeiam perfis e anunciam produtos que supostamente estariam à venda. Já no Whatsapp, várias pessoas já caíram em golpes onde enviam dinheiro para alguém que mandou mensagem dizendo ser um amigo ou membro da família.

Para não ser enganado, o especialista aconselha sempre ligar para a pessoa antes de transferir qualquer quantia, se certificando que é mesmo a pessoa que diz ser. Outra dica é desconfiar de pagamentos via pix. “Via PIX, o criminoso não precisa estar informando de que praça (cidade/estado) que ele é, qual que é o banco, qual a agência, então isso dificulta uma pessoa identificar um golpe”, avisa. 

Link falso no WhatsApp

Em janeiro deste ano, A Tribuna trouxe o caso da funcionária pública Nancy Idanez, de 42 anos, recebeu um link falso para resgate de dinheiro em um grupo de WhatsApp.

“A página inicial pedia nome e o CPF. Coloquei meus dados, e o site informou que eu tinha R$ 3.347 para receber. Abaixo, tinha a opção de receber pelo PicPay, pedindo a senha para fazerem o depósito, deixando claro se tratar de um golpe”, relatou ela, que depois alertou os outros membros do grupo a não passarem o link para frente.

COMO DENUNCIAR

A pessoa que cai em golpes online pode e deve denunciar o ocorrido. Eduardo ensina que as provas nesse caso devem ser feitas através de prints, que devem ser impressos, já que deixar no celular pode não ser seguro. “A pessoa pode printar, imprimir, salvar em local seguro, e procurar a delegacia mais próxima”, diz.

O golpe ou tentativa de golpe também pode ser denunciado pela internet, por meio do site da delegacia online

Leia Mais: Doze mil caem em golpe do dinheiro esquecido

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