Pais acusam negligência em atendimento à criança com queimaduras nos pés
Menino precisou passar por cirurgia de emergência após ter estado de saúde avaliado como "não grave" na UPA de Castelândia, na Serra
Uma criança de dois anos quase perdeu os pés após sofrer um acidente doméstico. A família, no entanto, denuncia negligência médica no atendimento prestado ao menino na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia, no município da Serra.
De acordo com reportagem da TV Tribuna/Band, a criança sofreu queimaduras nos pés depois que uma panela de feijão caiu sobre ela. O acidente aconteceu no dia 14 de janeiro.
A mãe levou o filho imediatamente para a UPA de Castelândia. Segundo ela, no local, o menino recebeu apenas medicamentos para dor e uma pomada para queimaduras. Ainda de acordo com a família, o caso foi classificado como não grave pelos profissionais que realizaram o atendimento.
“Mandaram a gente voltar para casa, mesmo com o pé do meu filho cheio de bolhas e com a pele viva. Ele estava com muita dor”, relatou a mãe em entrevista ao repórter Luciano Rosetti.
Três dias depois, conforme a família, o estado de saúde da criança piorou. Os pés estavam inchados e apresentavam sinais de infecção. Diante da situação, os responsáveis levaram o menino ao Hospital Infantil de Vitória.
“O pé dele começou a necrosar muito. Quando chegamos ao hospital, ele já foi encaminhado para uma cirurgia de emergência. Fizeram uma raspagem nos pés e depois ele foi levado para o pronto-socorro. Ele ficou internado do dia 17 ao dia 29 de janeiro”, contou a mãe.
Ela afirma que busca justiça para que casos semelhantes não voltem a acontecer. “Eu quero justiça para que isso não aconteça com outras crianças. Meu filho poderia ter perdido o pé”, disse.
Em nota, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) informou que instaurou um Procedimento Preparatório para apurar os fatos relacionados ao atendimento prestado à criança.
O MPES também expediu um ofício ao município da Serra solicitando manifestação sobre a denúncia, além do envio da cópia integral do prontuário médico do paciente. Após o recebimento das informações, dentro do prazo estabelecido, o órgão irá avaliar as providências cabíveis.
A Prefeitura da Serra informou à reportagem da TV Tribuna/Band que acompanha o caso de perto e determinou o afastamento dos profissionais da UPA de Castelândia envolvidos no atendimento.
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